FAIXA DE GAZA
UE deplora quebra unilateral do cessar-fogo em Gaza
A chefe da diplomacia do bloco acrescentou, em comunicado, que todas as partes têm de cumprir as obrigações ao abrigo da lei humanitária internacionalPublicado em: 18/03/2025 18:04
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Faixa de Gaza (foto: BASHAR TALEB/AFP) |
A União Europeia declarou que lastima a quebra por parte de Israel do cessar-fogo com o Hamas, num ataque à Faixa de Gaza que causou mais de 400 mortos e centenas de feridos. "A UE deplora a quebra do cessar-fogo em Gaza e a morte de civis, incluindo crianças, em bombardeios israelenses", disse a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas.
Kallas exigiu em nome da UE o fim da incursão militar israelense no enclave palestino. "Israel tem de parar com as operações militares e voltar a deixar entrar apoio humanitário e eletricidade em Gaza", afirmou.
A chefe da diplomacia do bloco acrescentou, em comunicado, que todas as partes têm de cumprir as obrigações ao abrigo da lei humanitária internacional. "A UE acredita que o regresso das negociações é o único caminho em frente. Os palestinos e os israelenses sofreram imensamente ao longo do último ano e meio. É momento de quebrar o ciclo de violência", indicou Kallas.
Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel avisou que os ataques contra Gaza hoje foram apenas o início. Netanyahu ainda garantiu que a negociação para a libertação dos reféns irá se realizar debaixo de fogo.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, já tinha afirmado que este não seria um ataque de um dia e que continuarão a operação militar nos próximos dias.
Após o ataque a Gaza, a maior associação israelense de familiares dos reféns acusou Netanyahu de sacrificar os reféns e que a retomada dos combates pode significar a sentença de morte deles.