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Filmes pernambucanos marcam presença no 26º Festival de Cinema Brasileiro de Paris

Pernambuco marca presença com os aclamados Sem coração, de Tião e Nara Normande, e Propriedade, de Daniel Bandeira

Publicado em: 26/03/2024 12:32 | Atualizado em: 26/03/2024 17:04

 (Cartazes/Divulgação)
Cartazes/Divulgação
A partir de hoje e seguindo até o dia 2 de abril, ocorre o Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que chega em sua 26ª edição e vem formando público parisiense da produção cinematográfica nacional, sendo um de suas principais vitrines no território europeu.
 
Realizada pela Jangada, da carioca Katia Adler, a mostra terá Antônio Pitanga como o grande homenageado e, além de contar com a presença do ator, vai apresentar seis longas de sua filmografia, entre eles Na boca do mundo, primeira produção dirigida por ele, Barravento, clássico de Glauber Rocha, e o recente Nosso sonho, o filme nacional mais visto de 2023 nos cinemas. 

Pernambuco marca presença com os aclamados Sem coração, de Tião e Nara Normande, e Propriedade, de Daniel Bandeira. O primeiro foi premiado no Festival do Rio e no Prêmio Felix, além de concorrer ao Festival de Veneza de 2023 e agora foi selecionado para a Mostra Competitiva do festival de Paris e será exibido no cinema francês L'Arlequin. A obra é uma coprodução entre Brasil, Itália e França, e integra Maeve Jinkings e Erom Cordeiro em seu elenco, além de Maya de Vicq e outros jovens atores. Já o suspense de Bandeira e protagonizado por Malu Galli fará parte da Mostra Hors-Concours e passou pelos Festival de Berlim e do Rio em 2023, sendo consagrado como grande vencedor do Fantastic Fest, um dos maiores festivais de cinema de terror do mundo. 

Segundo Katia Adler, o cartaz oficial do festival (abaixo, ao lado do cartaz do homenageado) traduz resistência, síntese da história não apenas do evento mas do audiovisual brasileiro. "Representa a luta dos pretos no Brasil, do nosso audiovisual que agora vive uma retomada, e do próprio festival, que resiste há tantos anos. E a imagem da película que envolve o punho é cinema na veia, o que nos move", afirma.

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