BRASÍLIA

Depoimento de Anderson Torres é confirmado para segunda-feira

Publicado em: 19/01/2023 14:51

Segundo documento do STF, Torres está disposto a falar na nova oitiva marcada para segunda-feira (23/1). Advogados disseram que tiveram acesso aos autos do processo (Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press)
Segundo documento do STF, Torres está disposto a falar na nova oitiva marcada para segunda-feira (23/1). Advogados disseram que tiveram acesso aos autos do processo (Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press)
Novo depoimento do ex-secretário de Segurança Público do Distrito Federal, Anderson Torres, foi confirmado para segunda-feira (23). A nova oitiva foi solicitada pela defesa do ex-ministro e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o documento, Torres está disposta a responder todas as perguntas feitas pela autoridade policial.

Anderson foi instruído pelo seu advogado, Rodrigo Roca, a usar do direito de ficar calado no último depoimento feito na quarta (18). A medida permitiu que  equipe de defesa tivesse acesso à íntegra dos autos para que, no próximo depoimento, o ex-ministro possa falar.

O inquérito investiga se houve omissão ou outros crimes da parte dele nos atos terroristas de 8 de janeiro. Na oitiva desta quarta (18), que durou cerca de uma hora, Torres foi questionado, também, sobre a minuta de decreto para instaurar estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — a intenção do documento era reverter o resultado do pleito que definiu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República.

Juristas ouvidos pelo Correio avaliam que a postura de Torres é comum em inquéritos e legítima, uma vez que o investigado não pode produzir provas contra si, direito protegido pela Constituição Federal de 1988. "Ele poderia ter esclarecido algo para facilitar a defesa, mas como já foi anunciado que as investigações vão tentar conseguir informações por outros meios, é melhor para ele esperar o material físico e, a partir daí, dar esclarecimentos em cima de acusações com mais elementos", explica Felipe Albuquerque, professor de direito da Universidade Federal do Ceará (UFC).

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