GOLPE

Homem que prometia a cura da Covid-19 por R$ 50 é indiciado em BH

Publicado em: 06/07/2020 21:44

 (Foto: Fred Bottrel/EM/D.A Press)
Foto: Fred Bottrel/EM/D.A Press
A 1ª Delegacia de Polícia Civil Leste autuou, na tarde dessa segunda-feira (6), C.S.F., de 58 anos, nascido em Itabira, acusado de crime de charlatanismo. Ele prometia a cura da Covid-19 com um remédio que custava R$ 50. Ele foi ouvido e autuado. O crime é previsto pelo Código Penal Brasileiro, artigo 283, que prevê: “Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível. Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa."
 
Um cartaz pregado num poste na entrada do Viaduto Santa Tereza levou a uma denúncia. Na peça gráfica, a pessoa se dizia curandeira e tentava atrair a atenção de possíveis vítimas com uma frase chamativa e, no final, dois telefones de contato, além de um endereço, no Bairro Floresta. O delegado Thiago Pacheco saiu em campo para a investigação e enviou uma equipe de detetives à casa do suspeito nessa segunda-feira.
 
Os policiais tocaram a campainha e C.S.F. atendeu. Perguntaram-lhe sobre o anúncio, mostrando-lhe uma foto, e ele admitiu se tratar dele mesmo. Ao ouvir que seria levado à delegacia, se prontificou a ir por livre e espontânea vontade para prestar depoimento.
 
Diante do escrivão, ele confirmou ser dele o anúncio e que era capaz de curar pessoas infectadas com o coronavírus. Disse que era curandeiro e que tinha capacidade de cura. Já teria feito outras.
 
Segundo o delegado, o crime não é passivo de prisão imediata, mas sim de abertura de inquérito, que será relatado e remetido para a Justiça. Por isso, ele foi liberado logo depois de depor.
 
Na delegacia, para surpresa dos policiais, quando foi puxada a ficha criminal de C.S.F., havia inúmeros crimes antigos de roubo e golpes contra crianças e mulheres.

Como era o golpe
Confira abaixo diálogo de um interessado no produto e C.S.F.:
– Alô, vi o seu anúncio sobre a cura do coronavírus e queria saber informações.
– Realmente, eu tenho o remédio para curar esse mal. É um remédio que faço. Não tenho para entregar imediatamente, mas o terei na quarta-feira. É que eu tenho de comprar ingredientes para fazê-lo.
– Eu não estou doente.
– Ah, mas o remédio é só para quem está doente.
– O que eu queria, na verdade, é uma medicação para evitar que eu tenha a doença, contraia o vírus.
– Se não tem a doença, é muito fácil prevenir. Basta usar uma blusa de lã de carneiro, que não irá contrair a doença.
– Mas quanto custa esse remédio, pois se souber alguém que precise, posso indicar.
– R$ 50, só isso.
– Ok, obrigado.
– De nada. Disponha. É só me ligar que eu entrego o remédio.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.

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