criatividade Parquinhos da mente Como a Aprendizagem Criativa liberta as crianças do pensamento tradicional para o inovador

Por: Leo Burd - Diario de Pernambuco

Publicado em: 01/07/2019 08:41 Atualizado em:

Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay
Há muito tempo o chavão “as crianças são o futuro do país” vem sendo repetido em ambientes educacionais e sociais. Porém, mais que nunca, vivemos numa sociedade em constante transformação, e para que os pequenos consigam contribuir para um mundo melhor ou ter sucesso, trazendo ideias inovadoras onde quer que atuem, eles precisam de oportunidades para desenvolverem sua criatividade, exercitando seu espírito crítico e colaborativo. Mas o questionamento que fica é: como estimular isso no dia a dia das crianças?

Infelizmente, a situação não está fácil. Pesquisas mostram que as pessoas vão ficando menos criativas ao passar dos anos. E, para complicar as coisas, a maioria das instituições de ensino ainda segue um modelo tradicional, onde os alunos ficam sentados e quietos nas aulas esperando que os conteúdos lhes sejam passados. Desta forma, como podemos esperar que, anos depois, esses jovens se tornem adultos criativos, com pensamentos fora da caixa?

Como podemos mudar esse cenário? No entanto, a escola pode ser protagonista e ter um papel fundamental nesse processo de estimular a criatividade dos jovens.

Uma iniciativa que tem aberto muitos caminhos neste sentido é o Programa de Aprendizagem Criativa Faber- -Castell, no qual já venho trabalhando há mais de 3 anos. A Aprendizagem Criativa é uma abordagem educacional defendida pelo MIT Media Lab, um centro de pesquisas avançadas localizado nos Estados Unidos.

Ela pode ser descrita a partir dos chamados “4 Ps da Aprendizagem Criativa”. O primeiro é o P de Projetos, pois acreditamos que as pessoas aprendem melhor a partir da criação de produtos compartilháveis, tais como carrinhos de madeira, castelos de areia, poemas ou joguinhos de computador. O segundo é o da Paixão, que enfatiza a importância de que os projetos sejam significativos para os estudantes. O terceiro é dos Pares, que realça o respeito mútuo, a colaboração e a troca de ideias, e o quarto é o Pensar Brincando (play), que tem a ver com o aspecto lúdico da iniciativa, incentivando a exploração livre dos materiais e das ideias.

Na prática, o Programa da Faber- -Castell transforma as salas de aulas em micromundos de aprendizagem, onde os alunos podem explorar a criatividade e expressar suas ideias de diversas formas. Os temas são variados e as crianças participam ativamente do processo de aprendizagem, tendo o professor como um parceiro e mediador.

Durante as atividades, as crianças praticam o storytelling, a construção mão na massa, a partir de materiais diversificados, além da colaboração e expressão pessoal.

O nosso desafio é ajudar escolas do Brasil todo a adotarem essa nova abordagem. Os guias, kits e materiais de apoio desenvolvidos pela Faber-Castell ajudam muito neste processo. O projeto já existe desde 2017, e esse é só o começo para estimular as crianças para que tenham um pensamento criativo ao longo de toda sua vida.

* Consultor da Faber-Castell na área de inovação educacional



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