distrito federal Sargento da PM mata a tiros jovem de 20 anos após briga em bar no DF

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 28/06/2019 09:07 Atualizado em: 28/06/2019 09:12

A vítima, de 20 anos, foi alvejada dentro de um bar da Quadra 47, do Itapoã, e morreu no Hospital Regional do Paranoá (HRP). Foto: Reprodução/Google Maps
A vítima, de 20 anos, foi alvejada dentro de um bar da Quadra 47, do Itapoã, e morreu no Hospital Regional do Paranoá (HRP). Foto: Reprodução/Google Maps
Um sargento da Polícia Militar se apresentou à 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), no Distrito Federal, na madrugada desta sexta-feira (28) informando que havia reagido a uma tentativa de roubo que resultou em uma morte. A vítima, de 20 anos, foi alvejada dentro de um bar da Quadra 47, do Itapoã, e morreu no Hospital Regional do Paranoá (HRP). Porém, Júlia*, uma testemunha que tinha relação extraconjugal com autor dos disparos, relatou que não houve qualquer roubo. Segundo ela, o sargento atirou no homem após uma briga no estabelecimento.

O caso aconteceu por volta da 1h da madrugada. A mulher informou na delegacia que foi ao bar às 23h30 de quinta com uma colega e mais três rapazes que ela ainda não conhecia. Momentos depois, o policial também foi ao local. Ele encontrou Júlia e os dois se abraçaram. Como os jovens que estavam com a garota não conheciam o sargento e não sabiam da relação dos dois, acharam que ele estava perturbando ela, e foram “tirar satisfação”.

Nessa hora uma confusão se iniciou. O PM, que estava com mais dois amigos, trocou empurrões e puxões de camisa com os conhecidos da colega de Júlia. Ela tentou explicar tudo e chegou a gritar dizendo que ele era policial e estava armado, mas os homens continuaram a briga e um deles deu um soco no rosto do sargento. Armado, ele foi em direção ao agressor e desferiu um disparo. 

Já o depoimento do acusado de homicídio relata outro caso. De acordo com o sargento, ao sair do bar ele foi abordado por um indivíduo que se aproximou repentinamente e tentou tomar sua arma de fogo. O revólver estava na cintura do militar e o homem teria disparado acidentalmente, enquanto o suposto assaltante tentava puxar a arma. O acusado não citou a presença de Júlia. Segundo ela, os dois possuem um relacionamento, mas ele é casado com outra mulher e tem filhos.
 
O crime está sendo investigado como tentativa de homicídio. Procurada, a PM ainda não havia se manifestado sobre o caso até a última atualização desta matéria. 
 
*Nome fictício. 


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