LIQUIDA RECIFE Liquida Grande Recife traz descontos e prêmios para o público partir desta sexta (28)

Por: Patrícia Monteiro

Publicado em: 27/06/2019 13:09 Atualizado em: 27/06/2019 13:26

A campanha segue até o dia 9 de julho e prevê uma movimentação de vendas no período de cerca de R$ 300 mi. Foto: Patrícia Monteiro
A campanha segue até o dia 9 de julho e prevê uma movimentação de vendas no período de cerca de R$ 300 mi. Foto: Patrícia Monteiro
A Rua da Imperatriz, no bairro da Boa Vista, já foi um dos principais pontos de comércio do Recife e até mesmo do Estado. É, atualmente, entretanto, uma das maiores exemplificações da crise que vive o segmento do comércio popular. Das cerca de 70 lojas da via, 22 estão com as portas fechadas. Foi neste endereço bastante simbólico que a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife) anunciou a 9ª edição do Liquida Grande Recife 2019. A campanha acontece a partir desta sexta (28) e segue até o dia 9 de julho com o objetivo de aquecer o comércio varejista da RMR oferecendo descontos de até 70% e prêmios em mais de 5 mil pontos de venda. A previsão é de que, durante os nove dias de promoção, o evento movimente cerca de R$ 300 milhões e gere um aumento médio de 20% nas vendas do período.

As lojas participantes estão espalhadas por nove shoppings da Capital e RMR (Recife, Plaza, Tacaruna, Boa Vista, RioMar, Guararapes, Paulista North Way, Costa Dourada e Patteo Olinda), mercados públicos (Afogados, Boa Vista, Casa Amarela, Cordeiro, Encruzilhada, Madalena e São José), além do comércio de rua, do centro e de bairros periféricos. As lojas participantes da promoção estarão identificadas com bandeirolas e cartazes.

Seguindo a tradição dos anos anteriores, haverá sorteios de prêmios. Nos dias de liquidação, a cada R$ 50 em compras o comprador recebe um cupom, podendo receber o dobro ou triplo de acordo com a forma de pagamento. Há vantagens extras para determinados tipos de cartões. Depois, ele cadastra as notas fiscais no site do Liquida Grande Recife www.liquidagranderecife.com.br ou nos pontos de trocas localizados no Pátio do Livramento, no bairro de São José e na Rua da Imperatriz. Por meio do site, é possível também acessar o regulamento e outras informações sobre a campanha. Este ano, serão sorteados um Jeep Renegade 0 Km e cinco caminhões de prêmios, como eletrodomésticos. O sorteio acontecerá no dia 12 de julho, às 10h, na sede da CDL Recife, e será aberto ao público. A lista dos ganhadores estarão disponíveis nas redes sociais oficiais do evento, Facebook (www.facebook.com/liquidagrecife), Instagram (@liquidagranderecife), site da campanha (www.liquidagranderecife.com.br) e site da CDL Recife (www.cdlrecife.com.br). Durante o período da campanha, inclusive, será possível acompanhar as novidades do evento por estas redes sociais.

O prefeito em exercício do Recife, Luciano Siqueira, esteve presente no lançamento da campanha e fez um elogio à iniciativa da Câmara de Lojistas. “Este momento não apenas expressa, mas traduz a criatividade de vocês, o esforço de estimular aquele que vive de comércio no centro expandido da cidade. É, sobretudo, na minha percepção, um ato de resistência. Afinal, há motivos diversos para que 22 lojas desta rua tradicional do nosso comércio estejam fechadas”, afirmou. Ele citou, dentre estas causas, a dificuldade do lojista tradicional em adaptar-se às novas condições de relacionamento com o público consumidor, ao aporte de novas tecnologias e às novas formas de interação entre quem compra e vende. Destacou, entretanto, a crise que o país atravessa. “Pessoalmente estou convencido que por esse caminho que estamos trilhando não temos expectativa de solução. O boletim Focus, que reúne os analistas de mercado mais bem- sucedidos, já definiu a expectativa de crescimento do PIB 16 vezes, todas elas para baixo, em seis meses do novo governo. A previsão agora é que se ela aproxime-se quase da estagnação completa. Localmente, não temos poder para interferir na redefinição destes rumos, mas podemos somar esforços e resistir, dentro do possível. E acho que é isso que vocês estão fazendo. Por isso, contem com nossa solidariedade e apoio”, concluiu.

Cid Lôbo de Mendonça, presidente da CDL Recife, falou sobre a importância da adesão dos lojistas, o que facilita a ida do consumidor às compras com preços mais baixos. “O objetivo é, também, despertar o ânimo dos clientes. As vendas não estão boas, mas não podemos baixar a cabeça. Estamos, agora, em um ciclo mais baixo, mas vamos nos recuperar e subir. O comércio é feito de datas, eventos. Neste ano, sofremos muito em função destas chuvas fortes na capital. Então, passado o São João, precisamos motivar o consumidor e como agora é uma época natural de mudança de estação, o Liquida encaixa-se perfeitamente neste movimento”, revelou. 

Para a ação, o Sebrae, em parceria com o Liquida 2019, promoveu curso de capacitação para centenas de lojistas e colaboradores da promoção. São apoiadores, também Aspece, Aloshop e Sindilojas Recife. Patrocinam a campanha o Governo de Pernambuco; a Rede, empresa do conglomerado Itaú Unibanco, Mastercard, Prefeitura do Recife, Banco do Nordeste, Governo Federal e apoio do Sebrae/PE.

Rua da Imperatriz – durante o encontro, o presidente do CDL Recife teceu algumas considerações a respeito do fato de a crise econômica ter atingido, especialmente, as lojas da Rua Imperatriz. “Estamos passando pela crise econômica mais longa de toda a história do Brasil. Isto se reflete no comércio e aqui nesta rua. Este é, inclusive, um dos motivos para estarmos aqui hoje. Para tentar reanimar este comércio, realizar eventos, fazer com o público venham para a rua e encontre boas ofertas”, afirmou. Sobre o local ter sido especialmente afetado, ele destaca, como um dos fatores, o tamanho dos prédios. “Entre 2008 e 2012, época em que a bolha de consumo estava alta, as lojas conseguiam pagar os aluguéis destes espaços, que foram até reajustados. Com a crise, ficou muito difícil este pagamento”, explica. Ele acredita que o modelo de lojas mudou em relação ao tamanho e que, em breve, esta adaptação será visível na área. “Um só ponto deverá ser dividido em duas, três ou até mesmo quatro lojas. Até porque, hoje, não há necessidade destes espaços muito grandes já que não se trabalha com estoque alto. Antes, estocávamos porque havia inflação, você ganhava no estoque. Atualmente, compra-se e vende-se mais imediatamente. É preciso, entretanto, que superemos uma grave crise de confiança, que também existe. O lojista quer investir, mas se segura, por medo”, conclui. 



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