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Memórias

RecorDança promove residência artística e apresentações no Daruê Malungo

O projeto do coletivo acontecerá nos fins de semana entre 23/02 e 03/03, no Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo, em Chão de Estrela, Recife-PE.

Publicado em: 15/02/2024 13:20 | Atualizado em: 16/02/2024 16:28

 (Foto: Zé Diniz)
Foto: Zé Diniz
Desde 2003, o coletivo de pesquisadoras Acervo RecorDança vem catalogando, organizando e difundindo as memórias das danças do Estado em um acervo digital (www.acervorecordanca.com) e  promoverá uma residência artística-historiográfica, ao longo de seis dias, reunindo as pesquisadoras do coletivo e ainda oito artistas convidados para refletir sobre aspectos de linguagens artísticas da Dança que merecem maior visibilidade em pesquisas da área. A “Residência RecorDança 20 anos: Política do Encontro” acontecerá nos fins de semana entre 23/02 e 03/03, no Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo, em Chão de Estrela, Recife-PE. 

Na culminância dos encontros, domingo (3), haverá uma mostra dos resultados da residência intitulada “Confluência RecorDança”, gratuita e aberta ao público a partir das 15h, também no Daruê Malungo.  política do encontro proposta pelas pesquisadoras do acervo visa reunir agentes da Dança para pensar e elaborar, em conjunto, conteúdos sobre as danças representadas durante a residência, em sua maioria, ainda não mapeadas pelo acervo, a fim de manter vivas suas memórias de forma criativa. Além das pesquisadoras do Acervo RecorDança Ailce Moreira, Elis Costa, Ju Brainer e Taína Veríssimo, foram convidados a participar da residência os artistas-pesquisadores da Dança que atuam no Recife: Briê Silva (twerk), Cris Souza (quadrilha), G-black (break), Nina Sousa (dança esportiva em cadeira de rodas), Paulinho 7 Flexas (caboclinho), Vilma Carijós (danças afro-brasileiras), Roberta Ramos (historiografia da dança) e Valéria Vicente (frevo e dança contemporânea). 
 
A residência irá gerar seis resultados, de múltiplos formatos, tais como podcasts, vídeos, fotos, textos, performance, e etc., a partir das questões debatidas pelos participantes durante os dias de imersão teórico-prática. Na mostra “Confluência RecorDança”, os resultados serão apresentados artisticamente ao público, contando com intérprete de Libras. Posteriormente, os registros serão disponibilizados gratuitamente no site do Acervo RecorDança.

“Desde o início destas duas décadas de trabalho do Acervo RecorDança a oralidade se faz presente como método historiográfico para construção destas narrativas, assim como a valorização da coletividade. Foram através de entrevistas e doações de vários artistas e grupos que grande parte dessas histórias puderam ser reconstruídas e contadas. Nos últimos anos caminhamos rumo a uma radicalidade desta abordagem e, mais que contar as memórias dos e das artistas atuantes no estado, passamos a nos provocar e também a provocar estes agentes culturais a, junto conosco, assumir a guarda dessas memórias. Passamos a construir alianças e a compartilhar nossa experiência acumulada nesses 20 anos acerca da salvaguarda e cuidado com as histórias confiadas a gente. A partir de então, nossos projetos passaram a ser orientados à construção destas narrativas de memória ainda mais junto com as pessoas que fazem a dança”, conta a pesquisadora Elis Costa, integrante do Acervo RecorDança.
 
“Os artistas convidados foram selecionados pelo RecorDança levando em consideração suas contribuições artísticas e de produção de conhecimento na área, no que tange o reconhecimento e o fortalecimento das múltiplas identidades, a soberania do povo brasileiro, a reparação histórica das minorias políticas e reintegração de posse de suas narrativas e memórias. Uma vez que práticas científicas de saber no campo das artes legitimam padrões de beleza, quem merece e não merece ser visto, assim como noções de verdadeiro e falso, é importante entender e questionar quais corpos e geografias a história da arte ocidental contempla e a quais ela impõe limites e categorias. 'RecorDança 20 anos: Política do encontro' visa olhar para esta reflexão, tendo em vista a necessidade de pensarmos outros parâmetros estéticos e éticos para historiografar as práticas e corpos racializados, vulneráveis e dissidentes – em especial na capital pernambucana, Nordeste do Brasil”, provoca Elis.
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