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Carnaval

Frevando em conjunto

Paço do Frevo traz Orquestra Malassombro acompanhando mais de 20 convidados especiais de diferentes gerações para celebrar data comemorativa do ritmo

Publicado em: 09/02/2024 06:00

 (Jr. Teles/ Divulgação)
Jr. Teles/ Divulgação
Os instrumentos que celebram o carnaval do Recife já começam a semana em aquecimento para o célebre 9 de fevereiro, hoje, dia em que se comemora o frevo na capital do estado. Também em época de comemoração de seus 10 anos de atividade, o Paço do Frevo se prepara para encher a sequência de apresentações que prometem não só homenagear a diversidade do mais pernambucano dos ritmos como, principalmente, uma reafirmação da vivacidade dele para além do tempo.
 
Os 117 anos do frevo culminam no encontro de hoje, que tomam conta do terceiro andar do Paço, a partir das 11h30, com acesso gratuito. Até as 14h, o equipamento vai contar com a presença da Orquestra Malassombro, conjunto criado em 2018, que receberá mais de 20 convidados de grande relevância para o frevo no estado: Zé Manoel, Getúlio Cavalcanti, Isaar, Flaira Ferro, André Rio, Mônica Feijó, Martins, Claudionor Germano, Marron Brasileiro, Carlos Filho, Almir Rouche, Sofia Freire, Tonfil, Surama, Albino, Cláudio Rabeca, Luciano Magno, Nena Queiroga, Ed Carlos, Valéria Moraes e Dona Nana Moraes.
 
Luciana Félix, diretora do Paço do Frevo, conversou com o Viver sobre a seleção de artistas para celebrar a data e destacou a importância da diversidade geracional. “A gente pensou, para compor essa grade, algo que refletisse como o Paço trabalha, que espelhasse nosso modo de ver. Nossa ideia principal é a de que o frevo é vivo e é futuro. À medida em que chamamos Claudionor Germano, por exemplo [um dos homenageados do carnaval de Pernambuco deste ano], e junta com a geração de Isadora e outros da programação, mostramos como essa fonte de que bebemos está sempre em reinvenção. Muitos perguntam se há frevos novos, e sempre respondo que é o que mais tem, mesmo que nem sempre chegue nas pessoas pela mídia. Nosso trabalho é justamente espalhar essa ideia, sobretudo de toda essa geração que produz a cada ano frevos incríveis, que vão, inclusive, além da sazonalidade do carnaval”, apontou.
 
Rafael Marques, coordenador da Orquestra Malassombro, comentou ainda sobre a riqueza das diferentes fases do frevo, ressaltando o privilégio de celebrar essa data com tantos convidados especiais. “Para a Malassombro, isso tudo é um reconhecimento muito importante desse trabalho que estamos fazendo há cerca de seis anos. Acho interessante que hoje temos um compilado de tudo o que foi feito e que deve sempre ser tocado, e há ainda uma nova roupagem que começou algumas décadas atrás com várias influências. Nossa música assimilou algumas dessas coisas principalmente a partir dos anos 1980 e 1990 e acho que a Malassombro está já numa outra geração criativa, que busca um outro momento nesse repertório, que parte desde os nossos grandes mestres, passando pelas reinvenções, até chegar nesses nomes novos”, completou.
 
“Participar em uma apresentação ao vivo com a orquestra Malassombro é para mim uma satisfação muito grande, pois conheço o trabalho de quase todos individual e coletivamente. É uma turma muito talentosa e que traz um vigor enorme para a música de carnaval, sobretudo o frevo de bloco, com muita beleza, reverência e arranjos bem elaborados. Temos o mais diversificado carnaval do país em todas as suas cores e multiplicidade de sons. Será um belo encontro”, enalteceu ainda Luciano Magno.
 
“Eu estou super feliz com o carnaval este ano. Sou fã da Orquestra Malassombro. Trabalho com alguns dos componentes faz tempo e amo este frescor do frevo de bloco agregado a criatividade aplicada no conceito do trabalho. Já fiz várias participações com a orquestra e espero de alguma forma continuar fazendo”, festejou Mônica Feijó.
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