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PATRIMÔNIO DO RECIFE

Batalha da Escadaria recebe título de Patrimônio Cultural Imaterial do Recife

Publicado em: 23/05/2023 15:47 | Atualizado em: 23/05/2023 15:56

 (Crédito: Ramon Ribeiro/Divulgação)
Crédito: Ramon Ribeiro/Divulgação
Considerado o duelo de hip-hop mais antigo do Norte-Nordeste, a Batalha da Escadaria foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Recife. O prefeito João Campos (PSB) sancionou a lei, proposta pela vereadora Cida Pedrosa (PCdoB) e publicada no Diário Oficial nesta terça-feira (23). Antes, no final de abril, havia sido aprovada por unanimidade na Câmara Municipal. Em cena desde 2008, o evento acontece duas vezes por mês, sempre na primeira e terceira sexta-feira, no centro do Recife.

A Batalha da Escadaria é uma competição de poesia e as rimas são utilizadas como armas. Cada competidor tem 45 segundos para improvisar e cativar o público com sua habilidade verbal. No final, a plateia decide quem possui mais eloquência nas palavras e presença de palco. Com a chancela da Câmara Municipal e da Prefeitura do Recife, a expectativa é de que as apresentações sejam fortalecidas.

“É uma batalha da construção da palavra, da poesia, extremamente salutar. Eles representam a resistência da periferia. Não é só a palavra que está em questão”, explica Cida Pedrosa, a autora da lei. Principal expressão artística do hip-hop, o rap acompanha tr%u1EBDs elementos que constituem a Batalha da Escadaria. “São quatro linguagens: o rap, que acontece prioritariamente, mas também tem o break (dança), o disc-jockey (DJ) e a grafitagem”, completa a vereadora.

No passinho do brega funk, na grafitagem ou no freestyle do rap, as manifestações culturais vão além das performances e se portam como uma construção coletiva de resist%u1EBDncia e representatividade da periferia. Na visão de Cida, esses movimentos estão em constante crescimento e ganham cada vez mais força, independentemente dos preconceitos e estereótipos impostos.

“Muitas vezes, os movimentos periféricos não são aceitos porque existe um preconceito muito grande. Quando a gente compreende essa diversidade, para além do que tradicionalmente se chama expressão cultural, a gente fortalece a cultura, o povo brasileiro e suas novas construções. Por isso, valorizar o movimento hip-hop, o passinho e todas essas expressões culturais é, antes de tudo, compreender que a cultura é viva e se expande da periferia para o centro. Temos que nos contaminar com essa boa-nova”, ressalta a vereadora.

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