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JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS

Monólogo de Portugal abre 29º Janeiro de Grandes Espetáculos nesta terça-feira

Publicado em: 09/01/2023 11:43

"Sozinha" inaugura festival, que, até 29 de janeiro, ocupa 17 equipamentos culturais do Recife (Crédito: Diney Araujo)
"Sozinha" inaugura festival, que, até 29 de janeiro, ocupa 17 equipamentos culturais do Recife (Crédito: Diney Araujo)
Começa nesta terça-feira (10) o 29º Janeiro de Grandes Espetáculos, maior festival de artes cênicas e música do Estado que, este ano, surge totalmente presencial após duas edições híbridas, devido à pandemia. A programação extensa, democrática e diversificada segue até o dia 29 de janeiro de 2023 em 17 equipamentos culturais do Recife, Olinda e interior, com quase cem atrações. A abertura será no Teatro Marco Camarotti, com o inédito espetáculo “Sozinha” (Portugal), da atriz portuguesa Elsa Pinho. Criada em parceria com o ator baiano João Guisande, a peça traz reflexões acerca da liberdade e da solidão, submissão e sonhos e fica em cartaz no mesmo teatro, até 14 de janeiro, sendo os dois primeiros dias para convidados, e os três restantes para o público, com ingressos à venda a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). Após as apresentações no Recife, a montagem faz giro em Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Buíque, Triunfo e Petrolina, dentro do JGE.

Em 2023, o festival conta com uma profusão de espetáculos inéditos (mais de 20), além de reapresentações esperadas. As artes cênicas, principal linguagem contemplada, chegam com atrações tanto para o público adulto quanto infantojuvenil. Em cena, coletivos tradicionais da cena teatral pernambucana, como a Cia. do Ator Nu e o Angu de Teatro, que realiza a Maratona Angu: apresentação de três espetáculos aclamados – “Ossos”, “Ópera” e “Angu de Sangue” -, enquanto artistas de outras localidades vêm com suas produções, a exemplo do Rio de Janeiro (“Você não é Todo Mundo”, de Ricardo Villardo e Marcos Nauer); de Limoeiro (“E, Antes de Tudo, Seria o Fim”, da Companhia de Eventos Lionarte); e Vitória de Santo Antão (“O Gaioleiro”, da Cia Experimental de Teatro). Na dança, presença também de outras cidades e estados, como Coletivo Trippé, de Petrolina; Geda Cia de Dança Contemporânea, do Rio Grande do Sul, e Carolina Moya com o espetáculo “Eu Não Sou Daqui”, de Piracicaba (SP).

Na música, estão programados shows de aclamados artistas locais, como Mundo Livre S/A, comemorando os 30 anos do Manguebeat; Almério, com o show “Tudo é Amor”; Silvério Pessoa, com “Sangue de Amor”; Martins com seu “No Parque”, Beto Hortis, que estreia seu projeto instrumental, e Vertin Moura, multiartista arcoverdense que encerra, no JGE 2023, a turnê estadual do seu segundo disco, “Pássaro Só”. As artes circenses terão grandes representantes no Janeiro dos Grandes Espetáculos. O mágico Rapha SantaCruz traz “Abracasabra”, combinando humor e interatividade. Já a tradicional companhia recifense Dois em Cena chega com “Enquanto Godot Não Vem”. Recifense também é a Cia. Devir, com “Experimento VI: Isso (Não) é um Número de Circo!?”, espetáculo que tem como base referências autobiográficas dos artistas no palco.

O festival tem colocado entre suas prioridades o compromisso com o respeito e apoio à comunidade LGBTQIAP+, garantindo maior diversidade em sua programação. Entre os destaques desta edição, três espetáculos: “Eternamente Bibi”, da Cara Dupla Coletivo Teatro (Paraíba), “O Boteco da Dona”, da Amotrans-PE (Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco) e “Ópera”, do Coletivo Angu de Teatro.

NÚMEROS
São quase 100 atrações nas linguagens de teatro adulto, infantojuvenil, dança, música e circo, isoladas ou dialogando entre si, além de lançamento de CD, livro, fórum online e lives. A estimativa de público durante todo o evento é de 20 mil pessoas para um festival que contará com 103 apresentações, 969 artistas e criadores, 234 técnicos e cenotécnicos de teatros. A programação, que contempla encenações para todas as idades, está disponível em www.janeirodegrandesespetaculos.com. Os ingressos, já à venda através do www.guicheweb.com.br/29festivaljge, custam de R$ 10 a R$ 70, com alguns espetáculos e ações gratuitos ou com meia-entrada para todos.

Dezessete equipamentos culturais (no interior e Grande Recife) serão palco da 29ª edição da maratona cênica que acontece em 10 cidades. No Recife, Teatro de Santa Isabel, Teatro do Parque, Teatro Luiz Mendonça, Teatro Barreto Júnior, Teatro Apolo, Teatro Hermilo Borba Filho, Teatro Marco Camarotti e Teatro RioMar. Olinda estreia na grade por meio do Teatro Fernando Santa Cruz. E com a já conhecida proposta de interiorizar suas ações, oito cidades estão contempladas: São Benedito do Sul, Caruaru, Garanhuns, Triunfo, Buíque, Arcoverde, Surubim e Petrolina. Entre as novidades deste ano, está a chegada dos Festivais PalhaçAria e Pole Dance no programa do JGE.

Paulo de Castro, produtor geral do JGE e presidente da Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco), realizadora do festival, ressalta o retorno das pessoas aos teatros. “Ano novo, tudo novo, Janeiro novo. E um Janeiro com muita alegria, satisfação, teatro, dança, música, circo. Temos certeza de que a presença do público, neste ano, será muito grande. Estamos com todos os teatros do Recife e de outras cidades à espera de vocês”, convida.

HOMENAGEADOS
Valorizar a classe artística, reconhecer importantes representantes da arte em nosso Estado. Com estas premissas, os troféus serão entregues em cerimônia no Teatro Apolo, no dia 27 de janeiro, para os seguintes nomes: na música, a reverência irá para o multiartista Helder Vasconcelos, natural de Garanhuns, integrante da banda Mestre Ambrósio e com intensa trajetória de produções de álbuns, shows nacionais e internacionais. A Família Denis, por sua vez, é a homenageada na linguagem do circo. O mágico Mister Denis é natural de Amaraji, Pernambuco, e já integrou diversas companhias. Há dois anos, a Família Denis é composta pelos artistas Carlos Airon e Eronildo de Melo (malabarismo, palhaçaria e mágica), e Maria Gabriela (perna de pau).

Na dança popular, caberá a Valdeck Farias receber o troféu. O professor e coreógrafo tem 54 anos de idade, dos quais 36 dedicados à área cultural. Já atuou como comissão de frente da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel e venceu concursos de sete grandes programas de grande audiência na TV. O prêmio dedicado às artes cênicas é, na verdade, de Resistência Teatral e é destinado a O Poste Soluções Luminosas, grupo de artistas negros, cuja produção artística e suas pesquisas teatrais são calcadas no resgate antropológico, onde sua poética é a matriz africana.

O 29º Janeiro de Grandes Espetáculos é uma realização da Apacepe - Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco, com produção executiva da Fervo Projetos, Roda Cultura e Cordas Cênicas; apresentação da Prefeitura do Recife por meio da Fundação de Cultura da Cidade do Recife e Secretaria de Cultura do Recife. O festival conta com apoio e parceria do Sesc Pernambuco, Cepe, TV e Rádio Universitária, Virtual, TV Pernambuco, Teatro Fernando Santa Cruz, Centro Cultural Mercado Eufrásio Barbosa, Adepe, Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco, Companhia Aimée, Teatro RioMar Recife, Prefeitura de São Benedito do Sul e PalhaçAria, além de patrocínio da Copergás no Prêmio Copergás/JGE de Teatro, Dança, Circo e Música de Pernambuco.

SERVIÇO
Abertura do 29º Janeiro de Grandes Espetáculos - Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco
Com o espetáculo "Sozinha" - evento para convidados
Dia 10 de janeiro, às 20h, no Teatro Marco Camarotti (Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro)

Programação completa do festival e informações no site www.janeirodegrandesespetaculos.com

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