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CARNAVAL 2023

Imperatriz Leopoldinense convida Janja para desfilar no carnaval do Rio

Publicado em: 03/01/2023 10:54

 (Foto: Reprodução/Twitter)
Foto: Reprodução/Twitter
A primeira-dama do Brasil, Rosângela Lula da Silva, a Janja, foi convidada pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense para desfilar no carnaval carioca de 2023 como madrinha de sua velha-guarda. O convite ocorreu após Antônia Fontenelle criticar a roupa usada por Janja no domingo (1º/1), durante a posse de Lula. 

"É isso. Isso aqui é a velha-guarda da Imperatriz Leopoldinense", disse Fontenelle no Instagram. Quando uma seguidora pergunta o motivo da comparação com a escola, a influenciadora responde: "Escola apática, nem fede, nem cheira. É a Imperatriz Leopoldinense. Nem é a velha guarda da Mangueira, da Mocidade ou da Grande Rio", disse.

Após a comparação, a presidente da agremiação, Cátia Drumond, enviou ofício para a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a Liesa, pedindo que Fontenelle não seja credenciada para qualquer finalidade ou função nos desfiles das Escolas de Samba. “Sua falta de decoro à uma agremiação atinge a todas as outras envolvidas no espetáculo”, completou.


Em seguida, a escola ainda convidou Janja para desfilar em 2023 como madrinha de sua velha-guarda. "Após os ataques à primeira-dama do Brasil e à nossa agremiação, convidamos publicamente a querida @janjalula para desfilar como madrinha de nossa galeria da velha-guarda no carnaval de 2023", postou a escola no Twitter. 
 
 

O traje
 
Os looks escolhidos por Janja para os protocolos de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram um dos assuntos mais comentados nas redes sociais no domingo (1º/1). A primeira-dama escolheu duas produções de estilistas brasileiras para a solenidade e festividades pós-cerimônia.

O primeiro, e alvo das críticas de Antônia Fontenelle, foi um terninho em seda, produzido pela estilista Helô Rocha, a mesma que criou o vestido de noiva usado pela primeira-dama no casamento com Lula em maio de 2022. O look foi desenhado pela designer em parceria com as bordadeiras de Timbaúba dos Batistas, no Rio Grande do Norte.

Assim como no casamento, Janja buscou dar evidência à moda nacional, em especial o trabalho da Casa das Bordadeiras, que carrega elementos naturais e valoriza o nordeste brasileiro. Os detalhes da confecção do look deixam clara intenção dar destaque à brasilidade: o terninho possui modelagem em alfaiataria com uma calça pantalona, colete e, de sobreposição, um blazer, todos em seda vintage tingidos naturalmente com caju e ruibarbo — uma planta medicinal.

O blazer tem ainda uma leve cauda e é todo contornado por folhas bordadas, assim como o colete. Por dentro da peça, tem um bordado com o nome de Janja e a data da posse, uma espécie de recordação do momento especial. Para confeccionar o bordado as artesãs usaram, ao invés de linha tradicional, palhas brasileiras e capim dourado.
 
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Repercussão
 
A Unidos da Tijuca, a Salgueiro, a Independentes de Olaria, a Mocidade Independente e outras escolas de samba prestaram apoio à Imperatriz Leopoldinense após a publicação do ofício.
 
 
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