
Nesta quarta-feira, das 14 às 16h, os cerca de 600 delegados de Pernambuco cruzam os braços. Neste período, as delegacias do estado não vão atender nem mesmo os casos de flagrante, que deverão ficar retidos até o final da mobilização. De acordo com o presidente da Associação dos Delegados de Pernambuco (Adepe), Adalberto Freire, o ato acontece em todo o país com dois objetivos: demonstrar apoio à greve dos policiais civis de São Paulo e sensibilizar os deputados federais para a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 549.
“Esta paralisação nacional atende ao chamado da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, sediada em Brasília. Não há conotação política local. É uma orientação nacional em solidariedade aos colegas de São Paulo e pelo andamento da PE que deve ser submetida a aprovação no inicio de novembro , trazendo a reinclusão do cargo de delegado de polícia na carreira jurídica, como era antes da Constituição de 1988", explicou Freire.
No Recife, a mobilização se concentra em frente à sede da Adepe, na rua Aurora. Com faixas instaladas no prédio, os delegados pretendem acompanhar o movimento no resto do país e, ao final do dia, realizar um balanço da adesão ao movimento para encaminhar à associação nacional. “Vamos exigir uma solução imediata para a PEC e para o pleito dos grevistas de São Paulo”.
PEC - De autoria do deputado Vinícius Carvalho, a proposta de emenda acrescenta o seguinte texto às Disposições Gerais da Constituição Federal: “Os Delegados de Polícia organizados em carreira, no qual o ingresso depende de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, admitido o provimento derivado na forma da lei, são remunerados de acordo com o disposto no art. 39, § 4º e o subsídio da classe inicial não será inferior ao limite fixado para o membro do Ministério Público que tenha atribuição para participar das diligências na fase investigatória criminal, vedado o exercício de qualquer outra função pública, exceto uma de magistério."
São Paulo - A greve da polícia civil de São Paulo começou no dia 16 de Setembro deste ano e reivindica um aumento salarial de 15%. No dia 16 de outubro, durante caminhada até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, os manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar, que lançou bombas de gás pimenta, de gás lacrimogéneo e balas de borracha, deixando um saldo de 30 pessoas feridas.
Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR