Parasitas

A cadelinha Pug tem ferimentos provocados pela retirada dos carrapatos. Fotos: Maria Carolina Santos/DP/D.A Press
Mais cedo ou mais tarde, todo cachorro vai ter. Muitas vezes eles chegam
de mansinho, sem o dono notar. Dias depois, multiplicam-se e espalham-se
nas orelhas, no dorso, no focinho. E não ficam por aí. Invadem
jardins, quintais e, às vezes, até almofadas e lençóis.
O inimigo silencioso é o carrapato, parasita capaz de transmitir
doenças graves que chegam a levar os animais à morte. Num
cachorro infestado, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido
possível. Passada a fase crítica, os donos devem pensar na
prevenção.
Carrapaticidas industriais, a base de inseticidas, não podem ser
usados continuamente porque podem causar alergias e ainda se acumulam no
corpo do animal. Depois de anos de uso, o bichinho pode ter problemas reprodutivos
e hepáticos. Para a prevenção contra os carrapatos
e pulgas, uma boa alternativa é o uso de produtos fitoterápicos,
eficazes e seguros para o uso a longo prazo. Uma das plantas mais usadas
é a citronela, um capim da família do capim-limão e
do capim-cidreira.
De cheiro forte, semelhante ao do eucalipto, a essência da plantaé um repelente eficaz contra carrapatos, pulgas, moscas e mosquitos, como os
que transmitem a leishmaniose, zoonose (doença que pode ser transmitida
ao homem) grave que causa lesões que levam à morte. “A
citronela não é indicada para quando o cachorro está infestado de carrapatos. Mas ,depois do uso de inseticidas, o uso de produtos à base de citronela evita a reinfestação dos animais”,
explica a veterinária Ana Catarina Lira, da pet shop Dog Show.
No mês de julho, com férias e viagens ao campo, os animais podem
pegar outros tipos de carrapatos, com os de boi ou de aves. “É
muito difícil evitar que os animais se infestem porque esses parasitas
estão no ambiente”, comenta a veterinária. Com cerca de
80% dos carrapatos estão fora do corpo do animal - na casa, no jardim,
na área comum dos prédios – e, por isso, é necessário
desinfetar o ambiente ao mesmo tempo que o animal está sendo tratado.
Para pôr fim ao ciclo de vida do carrapato, o ambiente deve ser pulverizado
a cada 14 ou 21 dias, por pelos menos três meses.

As doenças provocadas por pulgas e carrapatos podem levar à morte
Tirar os carrapatos um a um, além de não adiantar muito –
uma vez que o cachorro também pode carregar milhares de ovos de carrapatos
- pode causar lesões. Com cinco anos de idade, a cachorrinha da raça
poodle Pug apresenta vários ferimentos causados pela retirada dos parasitas.
“Quando se arranca o carrapato do animal, também é preciso
fazer uma limpeza na área, para evitar que haja uma inflamação”,
recomenda Ana Catarina.
Os donos também contam com produtos homeopáticos para evitar
os parasitas. Bastam três bolinhas por dia, diluídas na água
de beber do cachorro, para evitar que os carrapatos se estabeleçam
no animal. “Os remédios homeopáticos não impedem
a infestação, mas faz com que o organismo do animal combata
o carrapato. Em quinze dias, já dá para notar resultados”,
explica a médica veterinária. O mais indicado é usar
a homeopatia juntamente com os produtos fitoterápicos. “Assim,
combate-se os carrapatos que já estão no corpo do animal ao
mesmo tempo que se previne a instalação de outros”, conclui
Ana Catarina.
O custo do tratamento conjunto de homeopatia e fitoterapia fica próximo
ao do tratamento convencional. Num animal de pequeno porte, o uso de homeopatia,
shampoos, sprays e desinfetantes fitoterápicos sai por aproximadamente
R$ 60, para cerca de três meses de tratamento.
Serviço
Dog Show - Avenida Conselheiro Aguiar, 635, Boa Viagem.
Telefone: 3325-1869. E-mail:
dogshowpet@gmail.com.