| Terapias alternativas também
ajudam os bichinhos |
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Por Maria
Carolina Santos
do PERNAMBUCO.COM |
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A veterinária Adriana Melo demonstra na poodle
Lila, de oito anos, algumas técnicas de acupuntura
e Reiki utilizadas em cães e gatos. Clique
e assista ao vídeo |
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A técnica milenar da acupuntura e a energia
vital do Reiki não estão restritas ao
“mundo dos humanos”. Gatos, cachorros e
animais silvestres podem, sim, se beneficiar das chamadas
terapias alternativas, muitas vezes com resultados superiores
aos tratamentos convencionais. Quando recebeu do veterinário
a notícia de que Belinha, uma vira-lata de um
ano e cinco meses, não iria resistir à
cinomose (doença gravíssima causada por
um vírus), a professora Assunção
Barros não se conformou. “Dei todos os
remédios que o veterinário passou e ela
conseguiu escapar da morte, mas ficou com seqüelas
terríveis: chorava de dor a noite toda, não
andava direito e as patas tremiam sem parar. Foi aí
que pesquisei na internet e vi que a acupuntura seria
uma boa alternativa de tratamento”, conta.
Hoje, cerca de dois meses depois do início das
sessões, Belinha apresenta uma melhora significativa.
“O tremor do lado esquerdo do corpo é imperceptível.
Ela anda e corre quase normalmente. Até já
consegue pular do chão para o sofá”,
comemora a professora. A utilização no
tratamento das seqüelas da cinomose é uma
das muitas aplicações da acupuntura em
animais. “A técnica pode ser usada para
todas as doenças, principalmente distúrbios
emocionais, como agressividade e depressão, e
tratamento das chamadas “doenças do frio”:
dores musculares ou esqueléticas, infecções
respiratórias e cólicas gastrintestinais”,
explica a veterinária Adriana Melo, especialista
em acupuntura, que trabalha na área há
15 anos.
No seu consultório, as técnicas de acupuntura
mais utilizadas são as com agulhas e com a moxa,
uma espécie de charuto feito com a erva artemísia.
“Na acupuntura com moxa você faz pequenas
queimaduras na pele. O local vai ficar inflamado ativando
a área por mais tempo. Nem sempre, claro, é
necessário queimar a pele, depende do caso. Apenas
o calor no ponto energético já faz efeito”,
diz.
Ao contrário de outras terapias, a acupuntura
é uma especialidade da medicina veterinária
e só veterinários podem realizar as aplicações.
“É uma técnica que pode ser utilizada
como tratamento para várias doenças. Mas
é lógico que não se pode usar somente
acupuntura num animal envenenado. A técnica,
porém, pode funcionar como coadjuvante nesses
casos”, explica Adriana. O preço das sessões
varia de R$15 a R$30 e, no final das contas, o custo
pode ser até mesmo inferior ao dos tratamentos
convencionais.
Florais e Reiki – Como não
envolvem lesões físicas, os pacientes
com distúrbios emocionais são os mais
beneficiados com as terapias alternativas. Os florais
de Bach, por exemplo, são os mesmos utilizados
em humanos e funcionam bem para controlar a ansiedade
e a agressividade de cães e gatos. Nas aplicações
em animais, os florais são colocados direto na
boca, com a ajuda de um conta-gotas. compostos de água
destilada, algumas gotas de álcool – apenas
para a conservação da substância
– e essência retiradas de flores ou plantas
os florais são comumente indicados para acalmar
animais que passam mal durantes viagens.
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Foto: Maria Carolina Santos/DP |
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Outra técnica oriental cada vez mais comum, tanto
em humanos quanto em animais, é o Reiki. De acordo
com a veterinária Adriana Melo, não é
necessário tocar o animal durante as sessões
de Reiki. “Você equilibra a energia do animal
por meio dos sete chakras, pontos onde estão
concentrados os pontos de entrada e saída de
energia. Não é necessário ser veterinário
para aplicar Reiki em animais, uma vez que ele não
é uma especialidade da medicina veterinária,
ao contrário da acupuntura”, afirma.
Animais medrosos e agressivos podem ser tratados com
sucesso apenas com as aplicações de Reiki.
“Como auxiliar ao tratamento, o Reiki serve para
tudo. A doença, na medicina oriental, é
a estagnação da energia. Ela tem que estar
circulando o tempo inteiro. Se há uma barreira
impedindo a circulação, há excesso
ou falta de energia em algum lugar, gerando desequilíbrio.
No Reiki, tentamos equilibrar a energia do corpo inteiro
para que os órgãos funcionem normalmente”.
Assim como os florais, o Reiki é mais usado para
resolver problemas emocionais, que não envolvem
lesões físicas. “A parte emocional
é muito eficaz de se tratar com o Reiki. São
problemas de bloqueio energético mais simples,
que não envolvem um órgão lesionado”,
diz a veterinária, lembrando que o Reiki não
substitui os remédios convencionais. “O
Reiki pode, por exemplo, ajudar os órgãos
a absorverem melhor um remédio ou fazer com que
o antibiótico não prejudique os rins ou
o fígado. Quando você trata um animal com
Reiki é muito difícil que ele tenha uma
reação adversa a um medicamento”,
garante.
Para os transtornos emocionais, o tratamento básico
é de quatro dias seguidos, com aplicações
que podem variar de cinco até vinte minutos.
“O tempo depende da aceitação dos
animais. Alguns agüentam por meia hora, outros
já começam a se inquietar com apenas alguns
minutos”, explica. No serviço público,
a acupuntura em animais está disponível
apenas na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
A consulta é gratuita.
Serviço:
Dra. Adriana Melo
Rua Vinte de Janeiro, 410 - Loja 105 - Setúbal.
Fone: 3461-4262 ou 8791-4264. Horário: de segunda
a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h;
sábado, das 8h às 12h.
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Rua Dom Manoel Medeiros, s/nº, Dois Irmãos.
Fone: 3302-1410.
Horário: de segunda a sexta, das 8h às
18h.
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