
Prova de língua estrangeira sem nó na cabeça
Mesmo tendo estudado inglês por quatro anos, o administrador Leonardo Dantas sentiu dificuldades na prova do concurso do BNDES, em 2005Nélio explica que as provas de língua estrangeira de concursos públicos seguem a mesma sistemática das demais disciplinas. “A filosofia do concurso é uma só. A banca vai querer saber se o candidato é capaz de interagir e fazer uma leitura crítica da prova”, afirma. A forma de estudo também é semelhante. O indicado é mergulhar nas provas anteriores, observando o estilo da organizadora e os assuntos cobrados com mais frequência. Outra dica é conhecer o trabalho desenvolvido pela empresa que está oferecendo a vaga, uma vez que assuntos relacionados à atividade fim podem servir de mote para os textos usados na prova.
Na hora que se inscreve num concurso, o candidato deve saber que a prova de línguas que ele vai enfrentar é bem diferente da realidade das aulas de inglês da escola ou do curso de intercâmbio. Desprezar esses detalhes pode ser fatal. “Grande parte das pessoas que são fluentes não passam justamente por conta das especificidades. São discursos diferentes e tem a parte técnica com a qual ele não está acostumado”, pontua.
O administrador Leonardo Dantas, 27 anos, aprendeu a lição depois do primeiro susto. Mesmo tendo estudado inglês por quatro anos, ele sentiu dificuldades no primeiro concurso com prova de língua estrangeira que fez, para o BNDES, em 2005. “Só acertei três das dez questões. O nível da prova estava muito elevado. A linguagem era técnica, com expressões que não se usam no cotidiano”, testemunha. Dois anos depois, sem desistir do inglês, ele prestou novo concurso, dessa vez para a Petrobras, e conseguiu um resultado bem melhor, tanto que foi aprovado e hoje trabalha no projeto de implantação da Refinaria do Nordeste. “A prova estava mais acessível. Aprendi que vale revisar pontos e fazer um curso bem feito”, comemora.
Outro segredo para obter sucesso numa prova de língua estrangeira é ter foco nos estudos. “Tem que fazer um cronograma de estudos. Pegar a referência bibliográfica e fazer um raio-x dos assuntos. Não adianta ter bagagem na língua e não se dedicar”, indica Georgini. Para quem não tem conhecimento do idioma, vale a pena investir num curso preparatório específico para a prova do concurso. “Se esse estudante for dedicado, ele pode concorrer em pé de igualdade com aquele que acha que sabe tudo da língua, já que, num concurso, ninguém tem certeza de aprovação e só passa quem estuda”, garante.
É o caso da advogada Letícia Campos, 28 anos. Este ano, ela fará, pela primeira vez, um concurso que exige conhecimentos de língua estrangeira. Apesar de classificar seu nível de inglês como básico, não se intimida diante dos concorrentes. “Estou organizando meus estudos e já separei apostilas de inglês, textos e provas anteriores. Vou me preparar para essa prova assim como para as outras. É verdade que tem gente que sabe muito inglês, mas eu posso levar vantagem em outras matérias”, afirma.