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Notícia de Turismo

Um paraíso chamado Cabo Verde

O Recife tem conexão histórica com a cidade africana, ambas foram colonizadas pelos portugueses e mantêm o vínculo entre as pessoas

Publicado em: 02/03/2020 09:00 | Atualizado em: 02/03/2020 15:58

Um paraíso chamado Cabo Verde (Inácio Melo)
Um paraíso chamado Cabo Verde (Inácio Melo)

Durante as 3h30 de viagem entre Recife e Cabo Verde, refleti bastante sobre as conexões históricas entre a nossa cidade e o país africano, ambos colonizados e explorados pelos portugueses. Em comum, além da língua portuguesa e do fortíssimo sol, os dois locais se conectam através das pessoas. O Recife é moradia de diversos cabo-verdianos - e africanos de vários outros países- que enxergam aqui na cidade uma oportunidade para trabalhar e estudar. O país é formado por 10 ilhas e a capital, Praia, fica na Ilha de Santiago. Durante os 13 dias em que estive no Cabo Verde, fui à Ilha do Sal e à Ilha da Boa Vista.

Em meio a pensamentos, turbulências durante o vôo e o sono, cheguei no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, um dos ideólogos da independência do país, na receptiva Ilha do Sal, cheio de entusiasmo. Paguei a taxa de segurança aeroportuária e o visto, necessários para entrar no país, e fui à procura de um táxi para me levar até a cidade de Santa Maria, principal centro turístico e hoteleiro da ilha. O trajeto dura 20 minutos e custa 12 euros. O euro é indexado à moeda local, o escudo cabo-verdiano.

No Cabo da Boa Esperança, na praia de Atalanta, é possível se deparar com um navio espanhol naufragado (Inácio Melo)
No Cabo da Boa Esperança, na praia de Atalanta, é possível se deparar com um navio espanhol naufragado (Inácio Melo)

Depois de deixar as bagagens no hotel, fui logo conhecer a agradável praia de Santa Maria, com sua água cristalina (e fria!) e um extenso banco de areia onde os turistas aproveitam para ler, se bronzear e curtir um pequeno momento da vida onde não há preocupações. É lá que existe o Pontão de Santa Maria, espécie de píer onde os pescadores vendem peixes e os banhistas aproveitam para tirar fotos dos peixinhos que nadam tranquilamente na água.

É por volta das 18h30 que acontece uma das trocas de energia mais intensas entre homem e natureza: o pôr do Sol na Ilha do Sal é um espetáculo à parte. O céu fica completamente tomado pelas tonalidades de amarelo do Sol e há uma linda conexão com a imensidão azul do mar. Emocionante!

Para conhecer o restante da ilha, é possível alugar um carro de pequeno porte por 45 euros durante um dia e fazer um tour por conta própria. Com um mapa em mãos e boa parte das estradas asfaltadas e bem sinalizadas, deu para conhecer a Buracona, as Salinas e a Pedra de Lume, por exemplo. Por três euros, é possível conhecer a Buracona e se encantar com a água extremamente azul e imponente de suas piscinas naturais. É um passeio indispensável e que vale muito a pena.

Em relação à gastronomia, há pratos para todos os bolsos. Desde um bem feito peixe serra com arroz e batata frita por três euros até um suculento (e delicioso!!) espaguete com frutos do mar por 18 euros. Um dos pratos tradicionais do Cabo Verde é a Cachupa, à base de milho, feijão e algumas carnes. Para quem gosta de conhecer a culinária local, vale experimentar.

Da Ilha do Sal, peguei um voo de 20 minutos para a Ilha da Boa Vista sem imaginar que conheceria um dos locais mais bonitos que já vi: a Praia de David, uma mistura de montanhas, a imensidão azul do mar e deserto. Pelo fato de ser janeiro (o verão lá é entre abril e maio) o casaco foi meu companheiro durante vários momentos do dia. Indispensável, principalmente à noite! Na ilha, fiquei na povoação de Sal Rei. A dica é alugar um apartamento.

Quartel Jaime Mota, erguido em 1826 na capital, Praia. O pôr do Sol é um espetáculo em que o céu fica com tonalidades do amarelo do Sol (Inácio Melo)
Quartel Jaime Mota, erguido em 1826 na capital, Praia. O pôr do Sol é um espetáculo em que o céu fica com tonalidades do amarelo do Sol (Inácio Melo)

Pelo fato de ser três vezes maior que a Ilha do Sal, o passeio pela Boa Vista foi dividido em dois momentos. O primeiro com um guia, o que custou cerca de 100 euros para quatro pessoas, e o segundo um passeio por conta própria. É possível alugar um 4x4 (carro recomendado para andar pela ilha) por 60 euros durante um dia.

É na Boa Vista que fica o Deserto de Viana, uma imensidão de areia branca que dá a sensação de sermos apenas um pontinho em meio à tanta grandeza. Um dos passeios mais legais é pelo Cabo da Boa Esperança, onde fica a praia da Atalanta, na qual é possível avistar um navio espanhol naufragado há mais ou menos 50 anos. Outra dica é visitar a Praia de Santa Mônica.
 
Algumas dicas:

Antes de viajar para o Cabo Verde, é preciso se vacinar contra a febre amarela e providenciar um certificado internacional da Anvisa em qualquer posto de saúde.E apresentá-lo, junto ao cartão de vacinação, no desembarque Ainda no aeroporto é preciso pagar a Taxa de Segurança Aeroportuária (32 euros) e o visto para 30 dias (25 euros);

Antes de viajar, é preciso trocar o real pelo euro, já que a moeda europeia é uma das aceitas no país, ao lado do escudo cabo-verdiano. Um euro equivale a 110 escudos. O ideal para duas pessoas é levar 800 euros.  
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