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Notícia de Turismo

Malta: um paraíso no Mediterrâneo

Cercada pelo mar de um azul cristalino e construções antigas, a ilha tem cenários de cinema. Nas ruas estreitas, a história de mais de cinco mil anos

Publicado em: 01/02/2020 09:00

REFERÊNCIAS: Becos da cidade antiga se misturam a cenários modernos de um destino em ascensão  (Divulgação e Pedro Lovisi/ Correio Braziliense)
REFERÊNCIAS: Becos da cidade antiga se misturam a cenários modernos de um destino em ascensão (Divulgação e Pedro Lovisi/ Correio Braziliense)

Não, Malta não é na Itália. Situada a aproximadamente 100 quilômetros abaixo da Sicília, a Ilha de Malta é um país independente desde setembro de 1964, quando se decretou politicamente livre da Inglaterra. Banhada pelo Mar Mediterrâneo, com ruas estreitas e unicolores lotadas de cafés e restaurantes, Malta extravasa charme e beleza. Talvez por isso as construções da ilha, quase todas com um tom amarelado, serviram de cenários para diversos filmes e séries de época e de fantasia, como Gladiador (2000) e Game of thrones.

Malta tem origem no Período Neolítico — cerca de 5 mil anos atrás. Apesar da longevidade, ainda  é possível se deparar com destroços de templos milenares, construídos em homenagem à Deusa da Fertilidade. Após isso, cartagineses, romanos e bizantinos também deixaram suas marcas na ilha.

Os árabes também fazem parte da história de Malta, chegando à ilha em 870 d.C.. Anos depois, normandos e aragoneses conquistaram a ilha, anexando o controle de Malta ao da região que hoje é chamada de Sicília. No entanto, em 1530, Malta se tornou soberana e a beleza da ilha atraiu artistas como os pintores italianos Caravaggio, grande nome do estilo barroco, e Mattia Preti, conhecido pela criação de afrescos no mesmo estilo, que realizaram várias obras no país.

Preti, inclusive, foi ordenado cavaleiro da ordem de Malta pelo papa Urbano VIII. Valletta, a capital de Malta, abriga inúmeras construções do barroco. Em 1980, a Unesco classificou a cidade como patrimônio mundial. Com mais de quatro mil anos de história, Mdina é a antiga capital de Malta. Suas ruas são cercadas de construções da arquitetura medieval e barroca.

A localização estratégica de Malta também foi motivo para a tentativa de invasão pela tropa de Napoleão Bonaparte, em 1798. Entretanto, a ascensão francesa na ilha não durou muito e, em 1800, os ingleses tomaram a região e a governaram até 1964.

Atualmente, nas ruas de Malta escuta-se um pouco de tudo, mas as línguas oficiais são o maltês e o inglês. A linguagem nativa é uma mistura de italiano com árabe, mas não se engane, brasileiro: apesar de o italiano fazer parte do dialeto maltês, é praticamente impossível compreender algum texto ou conversa maltesa se você nunca tiver estudado a língua. No máximo, entenderás o internacional ciao.

O maltês é difícil, mas na ilha quase todos falam inglês. O sotaque é evidente e, às vezes, gera complicações na hora de comprar algo no supermercado ou pedir uma cerveja no bar. Se você é daquele tipo de pessoa que necessita ver um sorriso no rosto pela manhã para passar o dia bem, é melhor evitar entrar em certas lojas ou contratar algum serviço na ilha. Em Malta, aquele papo de que vendedor deve agradar o cliente não funciona muito bem. Mas, como tudo na vida, toda regra tem sua exceção e também é possível encontrar malteses bem-humorados e acolhedores.

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Duas línguas
Atualmente, nas ruas de Malta escuta-se um pouco de tudo, mas as línguas oficiais são o maltês e o inglês. A linguagem nativa é uma mistura de italiano com árabe, mas não se engane, brasileiro: apesar de o italiano fazer parte do dialeto maltês, é praticamente impossível compreender algum texto ou conversa maltesa se você nunca tiver estudado a língua. No máximo, entenderás o internacional ciao.

O maltês é difícil, mas na ilha quase todos falam inglês. O sotaque é evidente e, às vezes, gera complicações na hora de comprar algo no supermercado ou pedir uma cerveja no bar. Se você é daquele tipo de pessoa que necessita ver um sorriso no rosto pela manhã para passar o dia bem, é melhor evitar entrar em certas lojas ou contratar algum serviço na ilha. Em Malta, aquele papo de que vendedor deve agradar o cliente não funciona muito bem. Mas, como tudo na vida, toda regra tem sua exceção e também é possível encontrar malteses bem-humorados e acolhedores.

Apesar de ter se autoproclamado independente da Inglaterra em 1964, Malta concedeu território para o Exército britânico até 1979, mantendo laços que perpetuam até hoje. A ilha adota o sistema britânico de administração pública, educação e legislação. Além disso, a maioria dos produtos comercializados em Malta são importados principalmente da Itália e da Inglaterra.

Em maio de 2004, o país entrou na União Europeia e em janeiro de 2008 na Zona do Euro. Desde então, Malta começou a se desenvolver e a atrair indústrias e investimentos. Atualmente, é impossível andar na ilha sem perceber as obras em andamento, principalmente na região turística.

Na ilha, encontra-se muita oportunidade de emprego, principalmente no verão, quando a população cresce bastante com o boom de turistas. No entanto, a maioria das vagas é para serviços com baixa qualificação e, por isso, atraem mais imigrantes do que os próprios malteses.

Atualmente, de acordo com o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, organização que produz dados para a União Europeia, o desemprego em Malta beira os 3,5% — quarto menor índice da Zona do Euro, atrás da República Tcheca, Alemanha e Holanda. (PL). (Correio Braziliense)
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