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Notícia de Turismo

A singularidade dos burgos italianos

Há 254 cidadezinhas medievais espalhadas pela Itália, desde as fundadas às margens do Mediterrâneo às que cresceram nas colinas, que atraem turistas o ano inteiro

Publicado em: 07/12/2019 09:00 | Atualizado em: 09/12/2019 08:46

 (Wikimedia commons)
Wikimedia commons

É fã do Ragnar Lothbrok dos Vikings? Ou prefere o conto épico do Outlander? É apaixonado pelos castelos de Reign? Não importa! Na Itália existem 254 burgos, cidadezinhas que eram protegidas por altos muros que protegiam os moradores dos possíveis invasores, que são atrações turísticas apaixonantes, com culturas singulares e que são habitadas. “Quando surgiram, na Idade Média, eram fortalezas que abrigavam populações conhecidas como burgueses. Visitar esses locais é como fazer parte das séries medievais: sempre ruas estreitas e construções feitas de pedra, quase sempre ligadas a castelos e palácios”, afirma Ana Grassi, travel designer especialista em Itália.

Andar pelas cidadezinhas é como voltar no tempo, viver histórias antigas, apreciar a arquitetura e aprender a cultura de cada lugar. É o que acontece com quem coloca os pés em Gradara, na região de Marche. O vilarejo fica entre as colinas, próximo ao Mar Adriático, e impressiona, à primeira vista, ao avistar o grande castelo no alto. Não é à toa que é um dos burgos da Itália que mais recebem visitantes.

Lenda: Bagnoli del Trigno teria surgido de 
construções nos arredores das fontes termais (Wikimedia commons)
Lenda: Bagnoli del Trigno teria
surgido de construções nos
arredores das fontes termais (Wikimedia commons)
Ao entrar e caminhar pelas misteriosas ruas de pedra, é possível ver como era a vida ali. Isso sem contar os monumentos históricos — o burgo por si só é um. Foi em Gradara onde aconteceu o romance citado por Dante Alighieri , a paixão entre Paolo e Francesca em A Divina comédia. Além de caminhar pelas ruelas burguesas, uma das atrações é visitar o grande castelo e admirar a vista de cima das muralhas.

Na Sicília, Castroreale é um dos destaques. O burgo é conhecido por suas importantes obras de arte. Elas podem ser vistas no museu cívico e na pinacoteca, nas igrejas e na cidade, bem como na paisagem ao redor. A cidade fica em uma colina, por isso tem vistas distantes sobre a paisagem lindíssima. A região possui vários balneários de águas termas abertos para visitação.

Próximo ao Rio Trebbia, na Emiglia Romagna, fica Bobbio, burgo com registros de civilizações que viveram na região desde o século 14 a.C.. O centro histórico, preservado com as construções medievais em pedra e madeira, atrai muitos turistas. Mas, além disso, a região é conhecidíssima pela gastronomia regional. A dica é provar um prato conhecido como maccheroni alla bobbiese. Trata-se de uma massa fresca artesanal feita com um molho ensopado delicioso.

Em San Giorgio di Valpolicella, na região de Veneto, os resquícios da presença humana são tão antigos quanto em Bobbio. As escavações arqueológicas revelaram a presença humana em San Giorgio di Valpolicella ainda na Idade do Bronze. Mas o que vai arrancar suspiros de qualquer viajante é mesmo a bela vista que se descortina do alto.

 (Wikimedia commons)
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E o que dizer de Pescocostanzo, na Calábria? O burgo é um lugar mágico e exemplo de preservação. O povoado teve início no século 10 e fica no território do Parque Nacional Majella, região conhecida como Abruzzo. Nela, há traços arquitetônicos de diferentes vertentes, como construções renascentistas e barrocas. Isso sem mencionar as atrações naturais. Durante o inverno, milhares de pessoas vão até a região para esquiar. (Correio Braziliense)

Monumentos erguidos perto do mar ou dos rios


Alguns dos burgos italianos surgiram às margens do mar e dos rios. E se existe um desses vilarejos medievais que deveria ser chamado de paraíso, o título caberia a Furore, na Campania. É um dos lugares mais privilegiados da Itália: fica à beira-mar do Mediterrâneo, na Costa Amalfitana, com o azul deslumbrante do mar, que forma praias deslumbrantes. A cidade tem pouco mais de 800 habitantes e é pouquíssimo explorada pelo turismo. Mesmo assim, todo ano ocorre um festival que convida artistas de vários países a deixarem a cidade mais colorida.

Na Lombardia, Monte Isola é uma montanha na maior ilha habitada na Europa do Lago Iseo e também o destino mais visitado na região por causa das encantadoras aldeias, da paisagem e dos monumentos. No lugar, não é permitida a entrada de carros na ilha, mas as bicicletas são liberadas e os habitantes também podem ter motos.

Em Bagnoli del Trigno, na região Molise, é praticamente consenso a ideia do lugar ser um paraíso. Mas existe um consenso sobre o surgimento da cidade. Segundo uma das lendas, ela teria surgido a partir de ocupações que circundavam as fontes termais. Outra lenda conta uma versão diferente: a cidade surgiu a partir de um naufrágio que teria ocorrido na faixa do litoral que cerca a região. De qualquer forma, a natureza da região é exuberante e a principal atração são as fontes termais.
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