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EXPOSIÇÃO

Mostra sobre Movimento Armorial percorre o Brasil em 2022

Publicado em: 05/01/2022 17:42

Mostra Movimento Armorail 50 Anos está atualmente no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (Diego Rocha/Divulgação)
Mostra Movimento Armorail 50 Anos está atualmente no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (Diego Rocha/Divulgação)
Em 1970, no Pátio de São Pedro, nascia oficialmente o Movimento Armorial, encabeçado por Ariano Suassuna, levando diversas expressões artísticas a uma erudição própria a partir das raízes populares da cultura nordestina. Mais de meio século depois, seus frutos e legados ainda se espalham por todo o país, assim como a celebração de sua memória. A mais de 2 mil quilômetros do pátio onde se iniciou, por exemplo, a Mostra Movimento Armorial 50 Anos traz importantes materiais de sua história para o Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte, de onde seguirá para outros estados do Brasil para promover um resgate historiográfico lúdico de uma das mais definidoras articulações artísticas de nossa história.

Inicialmente planejada para ser realizada em 2020, ano do cinquentenário do grande evento de lançamento do Movimento Armorial, a mostra acabou sendo realizada apenas a partir de dezembro passado, em decorrência da pandemia. A iniciativa propõe um mergulho pelas raízes do movimento e dos artistas envolvidos a partir de uma gama de materiais que vão desde manuscritos a uma iconografia que passa por fotos, figurinos, instalações multimídias e artes plásticas. A curadoria ficou ao encargo de Denise Mattar, sob a supervisão de Manuel Dantas Suassuna e Carlos Newton Júnior, com idealização de Regina Rosa de Godoy e identidade visual de Ricardo Gouveia de Melo.
 
 (Diego Rocha/Divulgação)
Diego Rocha/Divulgação
 

“Foi um trabalho muito difícil por conta da quantidade de material que envolve a produção do Movimento Armorial, então precisávamos descobrir como contar essa história e como transformar isso tudo em termos de linguagem visual. Idealizamos tudo em quatro núcleos consistentes. Foi um intenso processo de pesquisa, conversas, encontrando obras com os mais diversos colecionadores espalhados pelo país”, explica Denise Mattar, em entrevista ao Viver. 
 
 (Diego Rocha/Divulgação)
Diego Rocha/Divulgação
 
Os quatro núcleos são: “Ariano Suassuna, Vida e Obra”, “Armorial: Fase Experimental”, “Segunda Fase do Movimento Armorial” e “Armorial: Referências”. Por eles, estão expostos materiais que perpassam todos os braços artísticos do Movimento, desde escritos  e das raras produções nas artes plásticas de Ariano à produção musical de iniciativas como a Orquestra Armorial, assim como os trabalhos visuais de nomes como Gilvan Samico, Aluisio Braga, Fernando Lopez da Paz e Miguel Santos. Dentre outras raridades, também fazem parte da mostra os emblemáticos figurinos que Francisco Brennand criou para A Compadecida, adaptação cinematográfica do Auto da Compadecida, dirigida por George Jonas e lançada em 1969.

“Aconteceram coisas maravilhosas nesse processo. No caso dos figurinos de Brennand, não fiquei satisfeita apenas com os esboços e queria também produzi-los. Então a Regina Godoy acabou localizando a Rosa Jonas, viúva do George Jonas e ela tinha guardado o figurino original da Compadecida, usado por Regina Duarte, que está exposto com os que criamos, de acordo com os moldes de Brennand e que seguirão para a Oficina no Recife”, conta Mattar.
 
 (Diego Rocha/Divulgação)
Diego Rocha/Divulgação
 

A mostra fica em exibição em Belo Horizonte até março, seguindo para Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, com expectativa de encerramento desse ciclo no Recife. Essa circulação por estados distantes geograficamente daquele onde o movimento se criou vem mostrando a amplitude do legado de Suassuna e todos os artista envolvidos, assim como um interesse sempre renovado pelo que foi o Movimento Armorial. 

“Em Belo Horizonte, estamos tendo várias surpresas, passando por muitas pessoas que conhecem Ariano, mas não tinha dimensão do tamanho do Movimento Armorial. Recebemos muitos comentários maravilhosos sobre essas descobertas, como os de pessoas que não sabiam que Ariano desenhava por exemplo. É sempre bom ver essa surpresa e esse fascínio pelas raízes do movimento e de todo o legado que ele deixou para a cultura do país”, conclui Denise.
 
 (Diego Rocha/Divulgação)
Diego Rocha/Divulgação
 
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