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Recifest traz pluralidade do cinema LGBTQIA+ para o Teatro do Parque

Publicado em: 16/11/2021 19:06 | Atualizado em: 16/11/2021 19:56

Curtas pernambucanos, nacionais e estrangeiros fazem parte da programação do Recifest (Danilo Medeiros/Divulgação)
Curtas pernambucanos, nacionais e estrangeiros fazem parte da programação do Recifest (Danilo Medeiros/Divulgação)
Dentre as iniciativas culturais que voltam a ocupar as ruas do Recife, está a oitava edição do Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero (Recifest), realizado desde 2013. O festival, que vinha sendo realizado nos últimos anos no Cinema São Luiz, agora ocupará o Cineteatro do Parque, mas também contando com exibições virtuais, que entram no ar no mesmo horário das sessões e ficam disponíveis até o dia seguinte. Sua programação conta com curtas de diversas partes do país e do mundo pautados pelas diversas vivências LGBTQIA+, perpassada por recortes de territórios, classe e raça. O Recifest também promove atividades para além das exibições, como oficinas, master classes e rodas de diálogo e lançamentos de livros, além da exibição de um longa de encerramento.

“O Recifest tem um público muito grande e fiel, que vivia lotando o São Luiz, além de termos todas as nossas atividades abertas e gratuitas. Levamos isso tudo em conta nesse momento em que as pessoas estão com esse grande desejo de se encontrar, de ir ao cinema e ver filmes, em especial com um festival que sempre foi muito agregador e acolhedor, que não só atua movimentando a economia cultural, mas que vai se relacionar diretamente com a cidadania em si das pessoas”, afirma Carla Francine, diretora do festival, destacando também que esse reencontro será feito com todos os cuidados sanitários necessários. 

No ano passado, o Recifest foi realizado de forma remota, sendo batizado de Recifest Lab. A experiência surpreendeu as produtoras do evento, em especial pelo alcance de mais de 16 mil pessoas espalhadas por 14 países, ampliando ainda mais a diretriz do festival de chegar em cada vez mais espaços e pessoas que talvez não tenham como participar das sessões nas salas de cinema. Na última semana, por exemplo, foram realizadas exibições em escolas públicas, unidades do Compaz e na Colônia Penal Feminina Bom Pastor, iniciativas que, ao lado de sessões realizadas no interior do estado, fazem parte de sua programação há anos.

“Mesmo sendo gratuito, muita gente não tem transporte, acesso à comunicação e outros fatores que as impedem de ir ao festival. Então desde a quinta edição, fizemos essas mudanças para levá-lo para esses lugares. A partir dessa necessidade, desde então realizamos essa itinerância muito importante para nós”, destaca Rosinha Assis, diretora e fundadora do Recifest. “É importante que esse debate sobre a intolerância, das pessoas poderem ser quem são e assumir isso, chegue em adolescentes e adultos, em especial nesse momento de tantos retrocessos e avanço de forças retrógradas”, complementa Carla. 

Os filmes que promovem esses debates estão divididos em cinco mostras de curta, uma internacional e a Div.A, de diversidade em animação. As duas últimas foram montadas por Alexander Melo, que buscou um recorte pautado na diáspora e migração, condição diretamente ligada à causa LGBTQIA em todo o mundo. Já curtas são selecionados por uma curadoria de importantes nomes do cinema pernambucano da última década: A pesquisadora e cineasta Anti Ribeiro, sergipana radicada no Recife, o cineasta, crítico e escritor Felipe André Silva e o professor e cineasta André Antônio, um dos fundadores do emblemático coletivo Surto & Deslumbramento.

“Nossa curadoria não é pautada pelo ‘melhor filme’, no sentido da primazia técnica, da melhor imagem ou som. Claro, escolhemos filmes ótimos, mas muitos com características que possuem elementos mais caseiros, muitos produzidos inclusive no ambiente universitário. O que importa é que eles tenham coisas importantes para falar. Não adianta termos um filme sobre lésbicas bem produzido feito por um homem cis cheio de vícios e um olhar distanciado. Essa curadoria é feita por pessoas que confiamos cegamente, estamos cercados pelos melhores”, elabora Carla. 

Os 27 curtas selecionados competem pelos prêmios de Melhor Filme Pernambucano e Melhor Filme Nacional, escolhidos por meio do júri e do público e recebendo R$ 2,5 mil cada. Também há prêmios para  Direção, Roteiro, Interpretação e Direção de Arte, que além dos troféus, também podem render um curso na Academia Internacional de Cinema em assistência de direção e serviços de finalização de imagem pela empresa MISTIKA. No Recife, o encerramento será com a exibição do longa Deus Tem Aids, de Fábio Leal e Gustavo Vinagre, no próximo sábado (20). A partir do dia 23, o festival segue para Arcoverde, com mais uma maratona de oficinas e exibições. A programação completa pode ser conferida em recifest.com.br

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