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Recifense Geraldo Maia disputa na final do The Voice +: 'A chegada até aqui já é um mérito'

Publicado em: 04/04/2021 10:33

 (Foto: TV Globo/Reprodução)
Foto: TV Globo/Reprodução

"Mas o pobre vê nas 'estrada' / O 'orvaio' beijando as 'flô' / Vê de perto o galo campina / Que quando canta muda de cor”. Foi um dos trechos tocantes e representativos de Estrada de Canindé, clássico de Luiz Gonzaga com composição de Humberto Teixeira, que o cantor, músico e compositor pernambucano Geraldo Maia fez os quatro técnicos do The voice +60, emocionados, virarem as suas cadeiras simultaneamente. A primeira edição do formato consagrado com participantes da terceira idade chega na final neste domingo, a partir das 14h20. Para a felicidade de conterrâneos, conhecedores da música nordestina e novos fãs, o artista de 61 anos estará competindo.

Além do pernambucano, que integra o time do técnico Mumuzinho ao lado de Leila Maria, também disputam pelo prêmio Vera do Canto e Mello e Zé Alexandre (Time Claudia Leitte), Catarina Neves e Fran Marins (Time Daniel) e Dudu França e Sueli Rodrigues (Time Ludmilla). “Minha expectativa sempre foi vencer cada etapa. Eu fiz o que podia fazer de melhor para fazer, de cada etapa, uma vitória, fazendo o máximo de acertos”, disse Geraldo, em entrevista ao Diario por telefone.


"Se eu tinha certeza de que chegaria na final? Nunca pensei assim. Continuo buscando a melhor coisa que pode resultar em mim. É uma disputa muito difícil, tem muitos bons candidatos. Acho que a chegada até aqui já é um mérito, uma vitória não só minha, mas de todos nós", completa. Geraldo explicou que não se inscreveu, pois foi convidado para participar do programa. No entanto, passou por todo o processo seletivo, assim como os demais concorrentes. "Eu aceitei esse desafio porque basicamente acreditei que era uma oportunidade única, rara. Eu não iria ter uma segunda chance. Não hesitei e foi a melhor coisa que ocorreu nesse último ano, sem a menor sombra de dúvida."

Geraldo Maia nasceu no Recife, estudou ciências sociais na UFPE e se apaixonou pela música popular brasileira, inicialmente, através de Maria Bethânia. Ele só veio lançar o primeiro álbum, Verd’Agua, em 1999. O disco mais recente foi Avia, de 2015. Há três anos, ele fez uma turnê estadual para cantar sucessos do lendário Capiba.

DRAMATICIDADE
O apreço de Maia pela música da nossa terra e pela MPB se refletiu no repertório escolhido durante as fases do The voice, uma seleção que repercutiu por todo o país. No Tira-teima, ele cantou Mensagem, da musa inspiradora Bethânia. No Top dos tops foi a vez de Lamento cego, do paraibano Jackson do Pandeiro, interpretação que o fez entrar para o time de Mumuzinho. Na semifinal, ele apostou em Procissão, clássico de Gilberto Gil.

"Todo o processo de escolhas do repertório passou pela minha escolha pessoal, pelo impulso de querer trazer aquelas músicas", explica o cantor. "Também são canções que se adequam melhor à minha voz, ao meu modo de cantar e de interpretar, digamos assim. O fio condutor da minha jornada dentro do programa é essa coisa de revelar emoção. Eu sempre procuro músicas que possam revelar alguma dramaticidade. Esse é o aspecto onde eu me coloco melhor na cena musical. Eu valorizo músicas que possam trazer esse aspecto dramático. Todas têm esse fio condutor da dramaticidade", diz.

Em relação ao repertório, Geraldo ressalta a parceria com Vinicius Rosa, que é o produtor musical do seu time no programa. "Foi uma relação de troca de informações e ideias muito boa." Ele também falou sobre a relação com Mumuzinho, seu técnico na atração. "Ele é um doce. Muito sincero, verdadeiro, habilidoso com as palavras e intenções. Ele tenta transmitir tudo para a gente. É um artista com muita sabedoria, com know how, ao mesmo tempo muito simples e sem frescura. Eu virei fã dele por ser muito doce, amável, amoroso. É muito fácil gostar dele."

TORCIDA
O cantor está sentindo na pele o alcance proporcionado pela TV Globo. "Eu já disse e repetido um tanto de vezes. Eu fico muito surpreso, admirado e comovido com a quantidade, centenas e centenas de mensagens de apoio, de carinho, de torcida, de admiração pelo meu trabalho, fruto da minha participação no programa. Isso é incrível. Também achei incrível a força das mídias digitais, que mostram o tamanho de um programa de rede nacional. Eu ganhei muito depois que entrei no programa", confessa.

Com a pandemia, uma tragédia que parece não ter fim, o pernambucano não poderá desfrutar por completo as benesses dessa visibilidade nacional. Mas as consequências, de uma forma ou outra, serão positivas de toda forma. “Estamos mergulhados em tudo isso da pandemia, as pessoas estão mais em casa, vendo mais a TV e as redes sociais. Ela é um entrave, os frutos são represados de certa forma. Shows, convites. Infelizmente nada disso poderá acontecer. Temos esses dois lados: os ganhos e o que dar conta desse tempo atípico que estamos vivendo."

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