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TEATRO

Pernambucana Heloísa Duque volta aos palcos em monólogo musicado por Pedro Huff

Publicado em: 23/03/2021 16:41 | Atualizado em: 23/03/2021 16:43

Heloísa Duque e Pedro Huff em cena (Foto: Rogério Alves/Divulgação)
Heloísa Duque e Pedro Huff em cena (Foto: Rogério Alves/Divulgação)

As vivências da bailarina Heloísa Duque, fundadora da Cia Vias da Dança, o violoncelo do instrumentista Pedro Huff e o olhar de Eric Valença, que há anos vem tratando de temas ligados à violência de gênero, se encontram no espetáculo contemporâneo Eu mulher. Por conta da pandemia, a obra será realizada no canal do YouTube da companhia nesta quinta-feira (25), a partir das 20h. O espetáculo marca a volta de Heloísa, 58, aos palcos após cerca de 15 anos. A atração conta com incentivo da Lei Aldir Blanc em Pernambuco.

Esse é o sexto monólogo em que o dramaturgo Eric Valença assina, após projetos como  Trilogia do Feminicídio (Aparecida, Triz e Coisas Que Acontecem No Quintal, todas baseadas em histórias reais). "Este é um tópico que já venho pesquisando e desenvolvendo. É uma pesquisa voltada às mulheres advindas da violência, da resiliência, transformação e das provocações que isso causa em seu corpo", explica Eric. A ideia para a atual peça surgiu entre encontros entre o diretor e entre Heloísa Duque, coreógrafa, psicóloga, professora e fundadora da Cia. Vias da Dança.

O enredo de Eu mulher é inspirado na trajetória da própria Heloísa. No entanto, não necessariamente discute sobre agressões explícitas, mas também sobre as dificuldades enfrentadas por mulheres em postos de liderança, como no caso de Heloísa. "Eu nunca vivi violência física, mas sim dificuldades como manter a casa e o trabalho, a correria para dar conta de tudo. Eu corri para tentar fazer e não desistir da dança de jeito nenhum", diz a dançarina.

"Nos laboratórios com o Eric, fomos encontrando várias mulheres que poderiam ter vivido as mesmas situações que a minha. Entre conversas e experiências, fomos buscando essas mulheres que sofrem preconceitos, o que foi crescendo nas cenas", diz Heloísa Duque. Inicialmente, o espetáculo teria três bailarinas, número que foi reduzido por conta da pandemia.

"Para mim, existem duas questões na peça. Uma é ser essa mulher independente e contemporânea, mas também descobri agora uma mulher de quase 59 anos. Eu vou completar essa idade e achava que não dava mais para dançar. Eu dou aula, mas é diferente de subir no palco. Nós costumamos achar que isso não é possível, mas essa mulher pode. Por que não? Essa mulher pode subir no palco de novo. Fazia muito tempo que eu não subia. De um tempo para cá, a Cia foi crescendo muito e eu fiquei mais por trás por cerca de 15 anos, acredito."

Fundada em 1992, a Cia Vias da Dança é uma das principais companhias de dança de Pernambuco, tendo alcançado projeção nacional de seus trabalhos. Investindo há mais de duas décadas na formação de bailarinos, a companhia inclui na preparação dos seus elencos, aulas de balé clássico, jazz, barra-solo e atividades que estimulam o desenvolvimento psicossocial e intelectual dos integrantes dos projetos socioculturais promovidos pela companhia.

SERVIÇO
Eu Mulher, com Heloísa Duque e Pedro Huff
Quando: Quinta-feira (25), a partir das 20h
Onde: no YouTube
Quanto: Gratuito
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