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MÚSICA

Mayra Clara apresenta Música Vingativa Brasileira, subgênero da MPB, em show virtual

Publicado em: 22/03/2021 09:14 | Atualizado em: 22/03/2021 09:23

A MVB, subgênero criado pela cantora, inspirou espetáculo, videoclipes e EP. (Foto: Mariana Souto/Divulgação)
A MVB, subgênero criado pela cantora, inspirou espetáculo, videoclipes e EP. (Foto: Mariana Souto/Divulgação)

Ao transformar em arte as dores vividas em um relacionamento amoroso, a cantora Mayra Clara, acreana radicada no Recife, fez surgir um subgênero musical dentro da discografia nacional que intitulou de Música Vingativa Brasileira (MVB). O conceito autoral inspira o espetáculo Vingança é prato que se come em forma de canção, que será apresentado amanhã, às 20h, em plataforma virtual. Para receber o link de acesso ao show, é preciso realizar uma contribuição voluntária, de valor livre, no site Eventbrite.

“Trago a vingança como instrumento, como uma espécie de alquimia. É uma vingança da dor. Eu transformo o que foi dor em canção. Acredito que o artista faz arte quando se vinga, e assim amplia o sentido da vida. De poder expressar e dar voz à pessoa silenciada, que sofreu, e que precisa dizer, cantar e, assim, vingar-se: da dor, transmutando-a em beleza artística’’, explica Mayra.

Depois de vivenciar uma relação amorosa “tóxica”, Mayra encontrou na música uma forma de atenuar os sentimentos mais duros. “Comecei a pensar em canções para ajudar a colocar as dores para fora e me encontrei com a música. Foi aí que eu vi que poderia encontrar a cura”, explica. Para a cantora, o processo de fortalecimento pessoal vem da superação do sofrimento e buscando um novo sentido no sentimento vingativo. “Não é uma vingança direcionada à pessoa, é voltada à dor. É muito mais estar em um momento de pós-sofrimento, de dar a volta por cima e renascer através da arte. O eu lírico se vinga através da dor”, frisa.

O espetáculo é inspirado no EP homônimo de Mayra Clara, lançado no último mêss de dezembro. O projeto teve início em 2018, ao lado do pianista Amaro Freitas e do baterista Zeck Silva em 2018. Permeado por músicas que cantam o rancor, desilusão e sofrimento, o repertório reúne clássicos de grandes nomes da MPB como Lupicínio Rodrigues e Chico Buarque. A cantora também interpreta canções da atual cena musical pernambucana, de artistas como Juliano Holanda, PC Silva e Martins, além de textos de Marcelino Freire musicados por Revoredo.

No palco virtual, a intérprete estará acompanhada por um power trio de mulheres formado por Lígia Fernandes (guitarra), Erlani Silva (baixo) e Nira Santos (bateria). “A baixa participação das mulheres em festivais, nos palcos, é algo que sempre despertou minha atenção. E para esse projeto, era muito importante que fossem mulheres ao meu lado. Quero trazer as mulheres para o fortalecimento”, afirma.

Nascida no Acre, Mayra chegou em Pernambuco aos 4 anos, onde aglutinou e vivenciou a cena artística do estado, formando assim suas referências e identidade cultural. “Eu tenho um carinho grande pela minha cidade natal, mas sou muito ligada a Olinda, ao Recife, a Pernambuco. Cheguei muito novinha, então é como se eu tivesse nascido aqui”, conta. A intérprete enveredou pela música aos 10 anos, quando fez parte do grupo de música integrada Boca de Forno, do Conservatório Pernambucano de Música. Participou também de musicais infantis com Antônio Madureira.

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