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CINEMA

Mostra Internacional de São Paulo trará quase 200 filmes de 71 países

Publicado em: 10/10/2020 14:30

 (Foto: VideoFilmes/ Divulgação)
Foto: VideoFilmes/ Divulgação

Evento dos mais esperados pelos cinéfilos, a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo chega à 44 a  edição, com os números que sempre impressionam: entre 22 de outubro a 4 de novembro, no meio virtual, será possível acompanhar 197 títulos realizados entre alianças de coproduções, ou mesmo produções autônomas, de 71 países, numa lista que inclui de Sudão a Ruanda, passando pelo Catar e Azerbaijão. Num dos segmentos, do evento a ser difundido na plataforma Mostra Play (com acesso, via www.mostra.org), a Mostra Brasil trará 30 títulos nacionais, a imensa maioria, inédita.
 
Para além das personalidades do júri, composto pela montadora Cristina Amaral, pelo cineasta e dramaturgo Felipe Hirsch e pela produtora de filmes como Todos os mortos Sara Silveira (escolhida para receber o prêmio Leon Cakoff), a Mostra Internacional contará com atrativos como entrevistas gravadas e lives com diretores consagrados. Cada visualização de filme sairá pelo valor de R$ 6.

Depois das investidas em documentários detidos nas figuras de Jerry Lewis, Robert Mitchum, James Stewart e do compositor Michel Legrand, o cineasta Gregory Monro apresentará no evento o longa Kubrick por Kubrick, que esmiúça vida e carreira do criador de 2001, uma odisseia no espaço, anteriormente, exibido no Festival Internacional de Chicago.

Diretores mundialmente relevantes, entre os quais o chinês Jia Zhangke, estão integrados à programação. Com o documentário Nadando até o mar se tornar azul, 13 anos depois de estar no Brasil, Zhangke, que conta com seis filmes exibidos no Festival de Veneza, trará para a mostra uma súmula da sociedade chinesa em desenvolvimento desde 1949. Mostrado no Festival de Berlim 2020, Nadando até o mar se apoia num debate literário realizado em Fenyang, com reunião de cúpulas de estudiosos de literatura. Zhangke foi escolhido para a criação do cartaz da Mostra em 2020.

Criador de expressão polêmica, Ai Weiwei comparece com obras como Coronation, que cerca a China convulsiva, com a escalada da pandemia e ainda com Vivos, que abrange temas como a condição marginalizada de mexicanos, na esfera globalizada. Outro diretor sempre em primeiro plano, o iraniano Jafar Panahai estará no evento com Escondida, um curta-metragem que cerca a vida de uma cantora curda impedida de se apresentar em público.
 
 Moçambicano radicado no Brasil, o recém-premiado em Gramado Ruy Guerra terá a obra debatida pelo historiador Adilson Mendes, em encontros que contam com a presença de Guerra, a partir de temas como Balanço Crítico sobre a Trajetória e o Fazer Cinema no Brasil de hoje.

Com assegurada participação no II Fórum Nacional de Lideranças Femininas no Audiovisual (em 29 de outubro), as mulheres que se dedicam ao segmento audiovisual terão presença destacada na Mostra Internacional. Cerca de um quarto de filmes têm diretoras mulheres à frente. Exemplos estão no longa Gato na parede, das búlgaras Vasela Kazakova e Mina Mileva, filme sobre o destino de um gato abandonado em Peckham (em londres) que bagunça a relação de família búlgara com os vizinhos de prédio. Rebeldes de verão, assinado por Martina Sakova, é outro destaque, mostrando um menino contrariado por não poder visitar o avô.

Vocacionado a ecoar erros do passado e que teimam em circundar as sociedades contemporâneas, o cinema dá o recado em obras como Ordem moral, de Mário Barroso, em que a portuguesa Maria de Medeiros estrela um enredo de hipocrisia social, pouco depois do desfecho da Primeira Guerra, quando uma mulher tentou se libertar de uma adoecida estrutura familiar limitadora. Também de Portugal, vem a produção baseada em escritos de José Saramago O ano da morte de Ricardo Reis. Heterônimo de Fernando Pessoa, Reis é interpretado pelo brasileiro Chico Díaz. Conduzida por João Botelho, a obra de cinema examina a instauração do clima fascista pela Europa das vésperas da Segunda Guerra.

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo presta homenagem ainda ao diretor Fernando Coni Campos, morto em 1988. Vencedor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com o longa O mágico e o delegado (1983), que mostrava enganos do "milagre econômico" desbaratado por tipos circenses, Coni ainda respondeu por obras como Ladrões de cinema (1977), estrelado por Ruth de Souza e Léa Garcia, e que mostrava contraventores de morro carioca interessados em realizar uma obra de arte examinando aspectos da Inconfidência Mineira.
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