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MÚSICA

Canção Antropia ganha clipe centrado no cinema ambiental e na questão ecológica

Publicado em: 14/10/2020 10:42 | Atualizado em: 14/10/2020 17:53

O videoclipe faz parte do projeto NebulizaNoise. (Foto: Divulgação)
O videoclipe faz parte do projeto NebulizaNoise. (Foto: Divulgação)

Como parte do processo criativo do projeto O Recife Inundado, em parceria com o NebulizaNoise (@nebulizaador), a canção Antropia ganha um clipe centrado na questão ecológica. Com direção de David Sobel e composição de Caio Lima, o videoclipe está disponível no Youtube e Instagram do projeto. A música surgiu sobre o mote dos 45 anos da grande enchente do Recife e faz parte de um projeto amplo que investiga, através da arte, as mudanças climáticas e debate os impactos humanos na natureza e no antropoceno. O clipe é uma realização da produtora Linha do Tiro Filmes.

Para o diretor David Sobel, que buscou um viés na antropologia e do cinema ambiental, o videoclipe surge em um contexto de confluência de investigações dele e de Caio Lima. Entre os interesses da investigação de ambos, a descentralidade da figura humana na poética. "Esse projeto retoma o meu pensamento de cinema ambiental e arte contemporânea. Ele imagina que se o homem não tá harmonizando com a natureza, é natural que ela o elimine da existência. Todo organismo vivo quando é atacado reage de alguma forma", pontua o diretor.

Já o NebulizaNoise é um projeto de David, que propõe o lançamento de videoclipes misturados com sua linguagem fotográfica. "Antropia é o segundo projeto de clipe lançado por mim. Nesse projeto estou realizando o sonho de fazer um cinema ambiental. Algumas imagens eu coletei diariamente durante a pandemia nas matas perto da casa dos pais, em Aldeia. Criar narrativas em cima da união de imagens que não foram feitas só hoje", relembra. Unindo imagens feitas na pandemia com outras de arquivo, como de Juliana Nakatani, Dori Nigro e Rui Rocha, o videoclipe foi uma forma de conectar inúmeras colaborações, que dialogassem com o projeto. "O clipe fala de Recife, mas em meio a disputas que torna ele muito universal. Não só pela narrativa objetiva, mas com essa inundação de si", pontua. 

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

A música foi gravada no Glândula Lab, em parceria com Cássio Sales (Cosmo Grão), mixado por Rafaela Prestes e masterizado por Diogo Guedes. Ela surge em contexto de criação que remete à uma pesquisa mais ampla sobre ruído, do músico Caio Lima no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE. "Eu estava na Chapada Diamantina e pensei nessa ideia, do Recife inundado. Então a música é uma investigação das fronteiras da canção e um ensaio de crítica de antropocentrismo nas canções, com uma dimensão forte da crise ecológica", comenta Caio. A partir de uma imagem catastrófica, Antropia é uma tentativa de deslocar a figura humana do centro da canção. Com uma construção poética de contornos épicos, a canção utiliza dos delays, distorções e do ruído como alegoria para desestabilizar esses desdobramentos das mudanças climáticas. 
 
Confira a videoclipe de Antropia: 

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