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CINEMA

Campanha de boicote a Mulan aumenta por cenas filmadas em região chinesa

Por: AFP

Publicado em: 09/09/2020 12:30

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

O filme Mulan, que acaba de ser lançado na plataforma de streaming Disney+, é objeto de uma campanha de boicote para protestar contra algumas cenas filmadas na região chinesa de Xinjiang, onde Pequim é acusada de violações aos direitos dos uigures. A superprodução da Disney de 200 milhões de dólares, baseada na lenda de uma guerreira chinesa, já havia sido objeto de polêmica no ano passado. Liu Yifei, estrela chinesa-americana que protagoniza a história, expressou na ocasião apoio à polícia de Hong Kong, acusada pelo campo pró-democracia de reprimir suas manifestações. Mas recentemente surgiu uma nova polêmica.

Na semana passada, durante a exibição na plataforma Disney , ao final do filme, nos créditos, a Disney dirigia "um agradecimento especial" às autoridades governamentais da região de Xinjiang, noroeste da China. Entre estas aparece a agência responsável pela segurança pública de Turpan, uma cidade ao leste de Xinjiang e que abriga vários campos de reeducação política de uigures, de acordo com associações de defesa dos direitos humanos.

O departamento do Partido Comunista Chinês na região também recebeu um agradecimento. Antes da nova polêmica, ativistas de Taiwan, Hong Kong e da Tailândia já haviam iniciado um movimento nas redes sociais com a hashtag #BoycottMulan. Batizado de "Milk Tea Alliance", o movimento é resultado da associação de ativistas que denunciam o autoritarismo de Pequim.

Filme problemático
O grupo destacava especialmente a semelhança entre o ator Tzi Ma, que interpreta o pai de Mulan, e o presidente chinês Xi Jinping. E apresentou como "verdadeira Mulan" a ativista Agnes Chow, que foi detida em agosto. Desde o lançamento do filme no Disney , o fenômeno aumentou, sobretudo nos Estados Unidos e Europa. No Twitter, Joshua Wong, que encarna para a opinião pública internacional o movimento pró-democracia, pediu às "pessoas que amam a liberdade" que boicotem "Mulan".

A Anistia Internacional afirma que a superprodução foi rodada em uma região da China onde os uigures são internados em campos. Grupos de defesa dos direitos humanos, jornalistas e acadêmicos denunciam a internação de membros da minoria muçulmana uigur, assim como detenções em larga escala e esterilizações forçadas. Para Isaac Stone Fish, da Asia Society, um centro especializado nas relações entre Estados Unidos e China, o filme é "sem dúvida o longa-metragem mais problemático da Disney" desde "A Canção do Sul".
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