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ARTES PLÁSTICA

Ataques à Amazônia motivam obras do artista plástico recifense Luiz Rangel

Publicado em: 02/09/2020 14:32 | Atualizado em: 02/09/2020 14:52

Tela da série Naturezas Mortas (Foto: @luizrangel.art/Divulgação)
Tela da série Naturezas Mortas (Foto: @luizrangel.art/Divulgação)

Os constantes e preocupantes ataques à Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, motivaram o artista plástico pernambucano Luiz Rangel a idealizar a exposição Naturezas mortas, que terá dez obras disponibilizadas no Instagram (@luizrangel.art) a partir deste sábado (5), quando se celebra o Dia da Amazônia. A data comemorativa foi criada em 2007, no mesmo dia em que Dom Pedro II decretou a criação da Província do Amazonas.

A série mescla técnicas variadas, em acrílico sobre papel, colagens e impressões digitais, dando um colorido especial às telas, destacando os tons dos laranjas dos cortes da madeira e das queimadas das centenárias árvores que vêm sendo destruídas. Os quadros com as colagens em tamanhos que variam de 0,50m x 0,40m e impressões digitais em grandes formatos 1,00m x 1,50m e 2,00m x 2,00m foram criados pelo artista nos últimos seis meses e estão em seu ateliê-residência.

A ideia inicial era uma exposição presencial, no espaço Casa Criatura, em Olinda, mas em virtude da pandemia o projeto foi adiado para o próximo ano. A parceria, porém, segue, já que galeria irá se engajar na divulgação da mostra virtual (@casacriatura). "Me sentia preocupado com o que está acontecendo na Amazônia, um crime sem retorno", explica Rangel. "Imagens foram me chegando, sucessivamente, a partir de notícias sobre o desmatamento, e também sobre as constantes queimadas, um sentimento forte de indignação que transformei em algo que todos pudessem enxergar."

Luiz Rangel é formado em arquitetura e urbanismo pela UFPE e iniciou sua ligação com desenho e pintura desde jovem. Desenvolveu suas aptidões artísticas durante a graduação e a vida profissional, com projetos arquitetônicos feitos à mão (na época em que não se utilizava o computador) e, posteriormente, em curso de pintura no Espaço Vitrúvio, em 2010. Desde então, já participou de sete exposições, sendo duas em Frankfurt, na Alemanha: Follow me (2012) e Onze - Abaixo do Equador (2014), ambas na Galeria Eulengasse.

Em 2016, participou da exposição individual Autos Retratos, no Museu da Cidade do Recife e em 2019 da criação e coordenação juntamente com o Atelier Ploeg de um painel coletivo, ao lado de 20 artistas locais. A obra "um recife conectado", tem mais de 10 metros de comprimento e está no hall do Empresarial ITBC no histórico bairro do Recife. Atualmente, é cursista do Atelier Ploeg.

Sobre Naturezas mortas, artista plástico Roberto Ploeg destaca o vigor das imagens do trabalho de Luiz Rangel, sobretudo nas cores e nos efeitos das colagens. "Um paradoxo: mostrar a tristeza da destruição e do desrespeito com a mãe terra através de um trabalho artístico que prima pela beleza das cores e a originalidade da sua técnica de colagem", diz. "O título fala desse paradoxo. E não poderia esperar outro momento para levar ao conhecimento do público. O seu alerta é imediato e teria que ganhar o mundo para que todos saibam o que acontece com a Amazônia."

Confira mais obras:

Tela da série Naturezas Mortas (Foto: @luizrangel.art/Divulgação)
Tela da série Naturezas Mortas (Foto: @luizrangel.art/Divulgação)


Tela da série Naturezas Mortas (Foto: @luizrangel.art/Divulgação)
Tela da série Naturezas Mortas (Foto: @luizrangel.art/Divulgação)

SERVIÇO
Exposição Naturezas Mortas, do artista plástico Luiz Rangel
Onde: Plataforma Instagram (@luizrangel.art)
Quando: a partir deste sábado (5)
Quanto: Gratuito

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