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CINEMA

Pandemia: filme mostra rotina de uma senhora de 72 anos isolada em casa

Publicado em: 04/08/2020 16:35 | Atualizado em: 04/08/2020 16:40

 (Foto: Paula Melo/Divulgação
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Foto: Paula Melo/Divulgação

As atividades rotineiras de passar café, regar as plantas, cozinhar, intercaladas por canções e memórias, estão presentes em Mãezinha, novo filme do diretor Jean Mendonça, que aborda a rotina de uma senhora de 72 anos, isolada em sua casa durante a pandemia do novo coronavírus. O média-metragem é o terceira filme da Trilogia do Afeto, criado pelo cineasta Jean Mendonça como uma forma de reflexão sobre o difícil período de isolamento social. A produção fica em cartaz durante todo o mês de agosto, no canal da Cia Banquete Cultural, no YouTube.

O filme é protagonizado por Hulda Mendonça, mãe do cineasta. Prestes a completar 72 anos, Hulda está isolada sozinha em sua casa na cidade de Pirapora, em Minas Gerais, mesmo local onde morava com os cinco filhos e o marido. Para espantar a solidão, ela mantém sua rotina de afazeres domésticos, sempre mantendo o contato por telefone com os filhos. De acordo com o cineasta, trata-se de um filme com cheiro e gosto de infância. "Mãezinha é um exemplo de como a alegria de viver está nas pequenas coisas, na simplicidade da sua existência humana e profundamente acolhedora", ressalta.

Como um alento àqueles idosos que se encontram separados de suas famílias neste momento que precisam buscar novas formas de se relacionar com a vida, algo fácil para os mais novos, mas complexo para os idosos, para quem não nasceu na era da internet. "Como os outros dois filmes da trilogia, busco mostrar que as relações familiares podem ser fortalecidas por novos mecanismos como a internet”, finaliza.


Trilogia do Afeto
A Trilogia do Afeto teve início com Aos meus filhos e tem como protagonistas Jean e seu filho João Bernardo, de 10 anos, fruto do seu segundo casamento. Um filme que fala da solidão, da paternidade e da esperança do reencontro. É um tributo de amor de um pai aos seus filhos. Aos 45 anos, desempregado e já divorciado pela segunda vez, Jean mudou do Rio de Janeiro para Minas Gerais, onde conseguiu um novo posto de trabalho.

"Afastado do filho e isolado num quarto frio de hotel, reflito sobre o sentido da vida, os desafios da paternidade e a ressignificação das relações de afeto momentaneamente estabelecidas através de telefonemas, jogos eletrônicos em sala virtual e videochamadas", explica o diretor.

O segundo volume da série, Sem horas de mim, mostra a relação entre pai e filhas diante da possibilidade de ele estar com a Covid-19. O nome do filme é inspirado em um poema que Jean escreveu para as filhas do seu primeiro casamento, Rafaela e Gabriela, protagonistas desse curta. No filme, Jean relata para suas filhas, por meio de videochamada, os momentos de tensão que viveu sozinho em seu apartamento e pelas ruas da cidade de Belo Horizonte, acreditando estar com o vírus.

Sinopse - Mãezinha
Numa casa amarela, habitada por memórias de uma família grande que começou formar a partir do seu casamento quando tinha 18 anos de idade, Mãezinha, agora viúva e à beira de completar seus 72 anos, se vê sozinha por conta do isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19, que também chegou no interior de Minas e assombra o povo local. Todos os filhos se casaram, tiveram seus filhos e foram embora do ninho. Na impossibilidade da presença dos filhos e netos, ela ocupa seu tempo com afazeres domésticos, rezas, benzeções, preparo da comida, conversas com as plantas e telefonemas com os filhos. Neste dia em especial, algo está prestes a acontecer e a sua rotina pode ser definitivamente transformada.
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