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MEMÓRIA

Diva dos musicais brasileiros, Bibi Ferreira tem trajetória narrada em fotobiografia

Publicado em: 03/08/2020 16:02

O livro é composto por antigas entrevistas, registros históricos e acervo fotográfico da artista (Foto: Divulgação)
O livro é composto por antigas entrevistas, registros históricos e acervo fotográfico da artista (Foto: Divulgação)


"É terminar a leitura, encostar a cabeça no livro e ouvir um eterno aplauso", diz Nilson Raman, coordenador editorial da fotobiografia Bibi Ferreira - Uma vida no palco, em homenagem a uma das maiores artistas brasileira. Lançada em junho em versão digital, a obra pode ser acessada gratuitamente através deste link. A edição física ficou pronta em 5 de março, quando a pandemia começou a se instalar no Brasil, e os eventos de divulgação precisaram ser suspensos.

Cerca de 800 exemplares estão sendo vendidos por R$ 150. Os textos que compõem o livro são frutos de entrevistas realizadas pela jornalista Maria Alice Silvério, e as fotografias são de Wilian Aguiar, fotógrafo oficial da artista nos últimos 15 anos de sua carreira. Há ainda imagens de arquivo, reprodução de reportagens, depoimentos e recortes de críticas de jornais e revistas de várias épocas.

"Me deparei com a quantidade de material que ela tinha guardado. Ela tinha até roupa da maternidade, era um acervo muito grande, então pedi que fizéssemos uma biografia. Ela não quis, então propus fotobiografia, e ela adorou. A história e memória de Bibi mereciam um registro documental", diz Nilson, responsável pelo lançamento da publicação desde a primeira edição do livro, em 2003, para marcar as comemorações dos 60 anos de carreira da atriz, celebrados em 2001.

Agora, 20 anos depois, a segunda edição narra toda a trajetória de 77 anos de palco de Bibi, incluindo o período compreendido entre 2001 e 2019, ano de sua morte, aos 96 anos, que não foi contemplado na 1ª edição.  "Começamos a edição em 2001, foi lançada em 2003, para comemorar os 60 anos. Foram dois anos fazendo o livro, e Bibi participou de todo o processo. Ela rabiscava, escrevia em cima, ia consertando os erros...", afirma Nilson.

"Depois de pronta e lançada a 1ª edição, mantive a equipe sempre próxima e fomos atualizando aos poucos. Quando Bibi completou 95 anos, falei para fazer um novo livro, ela topou. Logo em seguida, disse que iria deixar os palcos. Era 2017, comecei a editar pensando no encerramento de sua carreira, mas antes de lançarmos, em 2019, ela faleceu."

Em dueto de abertura de turnê, Bibi beija Nilson Raman, parceiro de trabalho ao longo de 20 anos (Foto: Wilian Aguiar/Divulgação)
Em dueto de abertura de turnê, Bibi beija Nilson Raman, parceiro de trabalho ao longo de 20 anos (Foto: Wilian Aguiar/Divulgação)


Com o falecimento da artista, o livro ganhou um tom de despedida e textos de obituário. O projeto editorial contempla vários capítulos temáticos, desde o início da trajetória artística, os papéis mais marcantes, a relação familiar, as grandes matérias de jornais, como o The New York Times, e depoimentos de artistas e amigos.

Há ainda destaque para a relação dela com o Recife. "Ela tem uma história com o Teatro Valdemar de Oliveira, onde ajudou a construir a história do teatro pernambucano", destaca Raman. Bibi se apresentou diversas vezes na capital, lotando o Centro de Convenções da UFPE, o Teatro Guararapes e o Santa Isabel. Por quase três décadas, Raman se dividiu entre os papéis de amigo, empresário, produtor e mestre de cerimônias dos shows de Bibi.

"Fui muito privilegiado de trabalhar com ela. Pude viver e ver de perto a potência da artista que era Bibi Ferreira. Quando comecei a coordenar sua turnê, há mais de 20 anos, ela me disse duas coisas: 'Eu aturo tudo, menos a mentira'. E acrescentou: 'Odeio surpresas'. Essas mensagens me nortearam. Aprendi a melhor hora de propor, de conversar, sempre com muito respeito, amor e carinho. Nos tornamos amigos."

Para a jornalista Maria Alice Silvério, pesquisar a carreira de Bibi foi uma das tarefas mais árduas e gratificantes de sua vida profissional. "O volume de informações era enorme: inúmeros espetáculos, prêmios mais importantes, uma legião de fãs espalhados por todos os cantos do país, assim como em Portugal e na França, críticas nos mais significativos periódicos, nacionais e estrangeiros. As entrevistas com a artista a quem eu idolatrava foram a parte mais emocionante do projeto."
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