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APRESENTADOR

Unanimidade, Rodrigo Rodrigues tem morte lamentada por muitos na internet

Publicado em: 28/07/2020 16:09

 (Foto:  Divulgação)
Foto: Divulgação
Escritor, músico, jornalista, apresentador e empresário. Rodrigo Rodrigues teve várias facetas ao longo dos 45 anos de vida e as exercia como ninguém. Mas é provável que as maiores qualidades dele eram ser amigo e conseguir unir todas as tribos. Não à toa, conseguiu ser unanimidade de Norte e Sul e por onde passou de tão querido.
 
A morte do Rodrigo, nesta terça-feira (28), em razão de complicações por causa da Covid-19 foi lamentada por jornalistas que trabalharam com ele, que viraram amigos pessoais e até por profissionais que sequer chegaram a trabalhar com ele.

Na área, o apresentador passou por várias emissoras de tevê e foi homenageado por todas assim que a morte foi anunciada. Inclusive por vários clubes, como o Flamengo, time de coração do apresentador. Mas ele era fã mesmo do Zico. 

No jornalismo esportivo, ele começou em 2011. À convite de José Trajano, passou a integrar a equipe da ESPN Brasil. No mesmo ano, misturou a paixão pelo esporte com a música na rádio Estadão ESPN (SP). Em 2014, deixou a emissora e foi para a TV Gazeta, mas retornou em 2015. De lá, ainda passou pelo Esporte Interativo e fechou o ciclo no SporTV.
 
Carreira musical
Outra paixão que Rodrigues tinha e jamais largou foi pela música. Em 2008, tirou da gaveta um projeto musical guardado desde os tempos de colégio e lançou a banda The Soundtrackers. Ele chegou a se apresentar com ela no Domingo do Faustão.

Escritor
Rodrigo também escreveu quatro livros. As Aventuras da Blitz (Ediouro, 2008), livro que conta a história da banda Blitz fundada por Evandro Mesquita, o Almanaque da Música Pop no Cinema (Casa da Palavra, 2012), uma das especialidades, London London: O único guia para conhecer Londres utilizando o metrô (Faro Editorial, 2014) e Paris, Paris: Conheça a cidade luz utilizando o metrô (Faro Editorial, 2016).

Veja as homenagens ao Rodrigo Rodrigues

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RR se foi. Está consumado. Ainda falamos na quinta e na sexta-feira. N%u0101o nos despedimos. Quase sempre n%u0101o damos adeus para quem se vai definitivamente. Nunca esperamos. Nunca prevemos. Nunca imaginamos. No fundo, entendemos que n%u0101o acontecerá conosco e com os nossos. Mas a dor n%u0101o tem endereço. Queria muito trabalhar com RR. Ficamos amigos pelo telefone. N%u0101o lembro como. Acho que foi por causa do Bate-Bola da hora do almoço, na ESPN Brasil. Ele apresentava, com debates de Lúcio de Castro, Mauro Cezar Pereira e PVC. Começamos a trocar idéias. E ele sempre dizia que nos divertiríamos muito juntos no estúdio. E assim foi. Eu gargalhava no ar com ele. Ele fazia o mesmo. A última foi no dia 10 de julho. Tá postada lá na timeline dele. %u201CVamos à cabine do Maracan%u0101, onde est%u0101o Luiz Carlos Jr e Ledio Carmona, sempre simpaticíssimo, um ombro amigo, com muito afeto%u201D. Assim ele sempre me apresentava. Eu me esbaldava de rir. Tínhamos química. Éramos amigos e havia conforto e espontaneidade na amizade. Durou pouco, mas foi bom demais. RR era leve, energia boa, deixava qualquer um a vontade. É muito doloroso. Ele n%u0101o merecia. Nós também n%u0101o. E o álbum das nossas vidas a cada dia fica com as páginas mais vazias. Em menos de 15 anos perdi avó, pai, tio, madrinha, grandes amigos e irm%u0101os, referências, gente querida. É um recado claro de que a vida escorrega com o tempo. Até 2006, só perdi meu avô, em 1981. A partir de 2006, uma avalanche de gente querida. Como Rodrigo Rodrigues, com quem sempre quis trabalhar e conviver e tive esses dois anos de presente. Estou mal, péssimo, desorientado. Precisamos seguir. E lembrar muito dele. Como de todos que nos fazem tanta falta. Rodrigo era t%u0101o especial que, no dia em que se vai, ele nos oferece o choro da perda, porém, ao mesmo tempo, nos permite sorrir com tantos momentos que vivemos. Que consigamos conviver com mais esse pesadelo. Sobe em paz, RR.

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Amigo, desculpa a ausência de mensagens de incentivo nesses pouco mais de dois dias de pensamentos positivos que sustentaram essa corrente de vibrações pela sua recuperação. Simplesmente não tinha palavras pra confrontar o medo, o meu medo, de retornar pro trabalho, pro estúdio, pra vida cotidiana, sem a sua companhia. A nossa fragilidade, como seres humanos, é muito mais ampla e complexa do que a saúde física. Hoje você nos deixa aquela sensação de impotência diante dessa crueldade que é a sua perda. Você foi enorme, seu pilantra! Craque de carreira meteórica, guia turístico, repórter, músico, apresentador, escritor, companheiro. Não consigo me conformar com a certeza de que a nossa convivência tenha sido tão breve, assim como a sua passagem aqui entre nós! Mas foram igualmente impactantes. Um cara tão querido, tão presente, merecia mais. Mais de nós, mais do mundo. A vida não é justa, definitivamente. RR de um coração gigante e uma qualidade tão marcante quanto rara: essa capacidade quase sobre-humana de ouvir, de se colocar no lugar do outro, de doação em forma de palavra. Você preenchia o ambiente, preenchia o convívio, trazia conforto na presença, e certamente por isso era essa unanimidade inteligente, cercado dessa multidão de amigos e fãs. Humildade, hombridade, alegria, impermanência. Aprendi tanto em tão pouco tempo. Tempo, sempre implacável, que desfrutamos em conversas intermináveis, antes, durante e depois dos Trocas. No camarim, no Mc ou em algum lugar aberto na madrugada. Queria ser genial como Doc Brown para voltar no tempo e salvar você, o McFly dos Soundtrackers. O nosso McFly. Vai chinelar aí no céu, meu parceiro! Faça ainda mais amigos, se é que isso é possível, e tenha a certeza que teremos você em pensamento sempre. Meus mais profundos sentimentos aos seus pais, tenha certeza que se orgulham muito da sua curta mas brilhante trajetória. Olhe por nós, seja luz, meu amigo. Obrigado por tudo! Até!

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