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MÚSICA

Novo programa da Frei Caneca FM explora a musicalidade dos cinco continentes

Publicado em: 18/07/2020 09:45

A jornalista pernambucana Verônica Pessoa comanda a atração de um estúdio em Paris, onde faz pós sobre produção cultural (Foto: Divulgação)
A jornalista pernambucana Verônica Pessoa comanda a atração de um estúdio em Paris, onde faz pós sobre produção cultural (Foto: Divulgação)
Apresentar a arte brasileira ao mundo e conhecer um pouco do universo de musicalidades dos cinco continentes. A ideia da jornalista pernambucana Verônica Pessoa se tornou projeto e ganhou espaço na Frei Caneca FM (105.1), rádio pública recifense que estreou nova grade, com 21 atrações inéditas nesta semana, de um total de 44 novidades que vão ao ar. Todas as quintas-feiras, às 21h, o programa Cenas do mundo compartilhará músicas de diversos países, novidades e curiosidades da arte mundial. Canções brasileiras que têm conexão com a cena apresentada também estarão representadas na programação. Após cada edição, o material fica disponível no site da emissora (clique aqui). As vinhetas foram produzidas por Diogo Strausz com participação de Russo Passapusso, vocalista da banda Baiana System.

“A concepção do programa veio do meu histórico de trabalho, trabalhei apresentando novos artistas brasileiros ao mercado local, como Marcelo Jeneci e as bandas Bixiga 70 e O Terno. A medida que foram crescendo e alçando voos, precisei começar a conhecer o mercado internacional. Isso me fez perceber que o Brasil conhece pouco da música de fora, e fora do Brasil só se conhece os grandes artistas. Então, as produções independentes e os novos gêneros acabam ficando no esquecimento”, explica Verônica Pessoa, mestre em comunicação e cultura, que atualmente estuda sobre produto cultural e a relação com o público em pós-graduação em Paris, na França.

Cenas do mundo
é fruto da chamada pública aberta pela Frei Caneca no início do ano. Na estreia, Verônica apresentou a música francesa, curiosidades, novidades, gêneros em destaque e artistas dacena local, como Laurie Briard, que canta uma música composta pelo paulistano Sessa. Nas próximas semanas, serão reveladas as particularidades das musicalidades de Moçambique e Palestina. “A França, onde moro atualmente, precisava inaugurar esse projeto. Pela Palestina, também tenho um carinho especial. Fui em um festival lá no ano passado e conheci uma cena de novos artistas. É uma zona permanente de guerra e produz lançamentos constantes. Me agradou muito conhecer”, destaca.

Ainda serão gravadas novas faixas sobre México e Cuba, que integram a programação na sequência. “Muitos dos países que irei apresentar, eu já visitei, mas não necessariamente. Quero trazer Japão e China, por exemplo, países que ainda não conheço.” O programa é gravado no home studio de Diogo Strausz, em Paris. “Primeiro eu faço a pesquisa e converso com artistas, jornalistas e consumidores de cada país analisado. Em seguida, monto o meu roteiro e o repertório que será compartilhado com o público. Em alguns programas, teremos a companhia de entrevistados. O desafio é encontrar profissionais que falem português”, explica. O episódio sobre a música mexicana terá a banda Francisco, el Hombre, formada pelos irmãos mexicanos naturalizados brasileiros Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte.

PODCAST
A Frei Caneca FM lançou, no início do mês, o primeiro po- dcast. Conexões telúricas é guiado pelos jornalistas Camerino Neto e Maíra Brandão e terá 12 episódios, dois por mês, cada um com uma hora de duração. Os episódios de julho já estão disponíveis no Spotify e no site da r dio. Para agosto, já estão em fase de rodução mais dois atepapos: um primeiro sobre a atual condição dos povos tradicionais no Brasil e depois uma reflexão sobre a diáspora negra.

Outros assuntos, como o poder das redes sociais nas mudanças de comportamento e fontes de energias renováveis, estão previstos na programação. “Já v ínhamos trocando muitas ideias sobre o significado desse momento que estamos vivendo, em termos existenciais, coletivos, individuais. Ter a possibilidade de pesquisar mais a fundo sobre temas e abordagens que consideramos interessantes, fazer as conexões e colocar pro mundo esses diálogos, tem sido muito enriquecedor”, explica Maíra Brandão.

SEXUALIDADE EM PAUTA
A Frei Caneca FM iniciou na última segunda-feira a integração de programas aprovados no terceiro edital de conteúdo remunerado da emissora pública, mantida pela Prefeitura do Recife. Toca o Terror, Labor, Revista Brasil de Fato PE, Virtuosi no Ar são algumas das novidades no ar. Diversos eixos temáticos estão contemplados na programação, como blues, cinema e trilhas, comunidade, debate, experimental, frevo, jazz, LGBTQIA+, linguagens artísticas, música clássica, música contemporânea de Pernambuco, música do mundo, música e cultura negra, música rletrônica, rock, rock pesado e tradição.

Neste sábado, às 20h, estreia Oxente, Afrodite!, com temática centrada na sexualidade humana. O programa terá direção e apresentação da comunicadora e DJ Adriana Pax, além do comando da produtora cultural, psicóloga e sexóloga Maria do Céu. Na edição de estreia, a convidada é a terapeuta sexual Magali Marino, que vai explicar a diferença entre educação sexual e pornografia. A atração terá uma hora de duração, com quadros de notícias, dicas de serviços gratuitos para a população, entrevista e bloco musical.

No quadro de perguntas dos ouvintes, Maria do Céu responderá dúvidas inusitadas sobre sexualidade. O contato pode ser feito por e-mail (oxenteafrodite@gmail.com) ou pelo Instagram (@oxenteafrodite). “Percebemos que há uma necessidade de falar sobre educação sexual em diferentes espaços. Escolhemos esse tema na abertura porque existe um costume confundir, sobretudo na política atual, educação sexual com pornografia. Estamos falando de sexualidade humana e o seu desenvolvimento. Existem milhares de pautas possíveis, sempre aliadas à música”, diz Maria do Céu, que é formada em psicologia e recentemente concluiu uma pós-graduação em sexologia.

O bloco musical será elaborado por Adriana Pax, que é DJ há 17 anos, além de jornalista e produtora. O repertório terá enfoque na música pernambucana. “Se tudo passa pela sexualidade humana, imagina a música o quanto faz parte disso. É expressão da existência humana, manifestação da energia criativa”, diz Pax, que participou do extinto programa lectro Sound da rádio Tropical FM e é apresentadora do Festival Rec-Beat há três anos.

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