Música Thiaguinho renova repertório no álbum 'Vibe': 'A concepção é bem moderna' No disco, Thiaguinho explora novidades e utiliza as influências que tem de outros estilos além do pagode - como o R&B, o rap e o pop

Por: Vinicius Veloso

Publicado em: 06/10/2019 12:37 Atualizado em: 06/10/2019 12:42

Foto: Sandro Mendonça/Divulgação.
Foto: Sandro Mendonça/Divulgação.
Thiaguinho, reconhecido nacionalmente pelos sucessos na carreira solo e com o Exaltasamba, está estreando a nova turnê do disco Vibe pelo Brasil. A produção musical surge com novidades sonoras e traz o pagode de volta para as composições do cantor, que estava transitando em outras áreas de experimentação, como no projeto AcúsTHico. O lançamento surge após dois anos sem uma renovação efetiva de repertório.

“Havia dois anos que eu não lançava um álbum inédito, o meu último foi o Só vem. Então estava na hora de lançar algumas músicas inéditas. Lancei os singles Acredito no amor e Domingando e agora vem o álbum Vibe. Foram oito meses trabalhando neste disco e me envolvi bastante com ele. É especial, considero como um álbum que gostaria de fazer há muito tempo”, explica Thiaguinho.

Na condução do novo projeto, o pagodeiro contou com a participação dos produtores Prateado e Dudu Borges, que trouxeram novos elementos para as músicas. Dentro das 12 faixas, foram incluídos elementos eletrônicos para tornar tudo mais contemporâneo e urbano, fazendo com que Thiaguinho se sentisse mais confortável para explorar novidades e utilizar as influências que tem de outros estilos além do pagode — como o R&B, o rap e o pop.

“A concepção do Vibe é bem moderna. Consegui trazer o Dudu Borges para produzir junto com o Prateado, que já produzia meus álbuns. É um disco no qual eu venho calçado pelo samba e pelo pagode, mas também flertando com outros gêneros”, conta Thiaguinho.

A música de trabalho escolhida pelo cantor foi Deixa tudo como tá, primeiro single a ser lançado nas plataformas digitais. Com uma mensagem forte de positividade e encorajamento dentro de um relacionamento, mostra toda a inovação do álbum ao começar leve com elementos do R&B e mudar completamente de ritmo com a entrada do pagode no refrão. “É uma das músicas que mais tem a minha cara nos últimos tempos.”

Flutuando pelos estilos musicais, Thiaguinho realizou uma produção mais intimista. Canta sozinho nas 12 faixas, sem nenhum convidado — apesar de ressaltar que “é sempre bom cantar com outras pessoas”. Nos clipes que estão sendo lançados no YouTube, a concepção de um espaço urbano e underground se faz presente.

O destaque fica por conta da exigência vocal de — tanto Thiaguinho como os backing vocals realizam um trabalho de muita força e impacto no canto, para que as sonoridades se encaixem. O cantor destaca influências como Péricles, Belo, Djavan e Emílio Santiago para explicar a evolução.

“A cada ano que passa, eu tento melhorar, como tudo na vida. Realmente, esse álbum é bem exigente vocalmente, mas é gostoso viver esse desafio. A cada ano que passa, eu me sinto mais seguro cantando, então dá pra você ousar mais. Fiquei muito feliz com o resultado vocal desse álbum, mas obviamente ainda não é o meu limite. Espero melhorar nos próximos discos e me tornar um cantor como os que eu escuto e cantam a mais tempo”, conta o pagodeiro.

Vibe
Novo álbum de Thiaguinho. Som Livre, 12 faixas. Disponível nas plataformas digitais.



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