Literatura Cais do Sertão recebe leitura dramatizada do primeiro romance de Carrero

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 05/07/2019 10:50 Atualizado em:

Fabiana Pirro, Raimundo Carrero, Ana Nogueira e Silvia Góes. Foto: Roberta Guimarães/Divulgação
Fabiana Pirro, Raimundo Carrero, Ana Nogueira e Silvia Góes. Foto: Roberta Guimarães/Divulgação

Uma leitura dramatizada do primeiro romance de Raimundo Carrero, Bernarda Soledade, a Tigre do Sertão, será apresentada no Museu Cais do Sertão, nesta sexta-feira (5), a partir das 19h. A obra, publicada em 1975, marcou a entrada do pernambucano no cenário literário nacional. O autor estará presente para prestigiar a apresentação. Antes, às 18h30, também haverá uma récita da introdução de Os sertões, de Euclides da Cunha. A programação faz parte do projeto Tengo Lengo Tengo, com entrada gratuita.

Para a dramatização da obra de Carrero, o talento dos atores Fabiana Pirro (Bernarda), Sílvia Góes (Inês), Ana Nogueira (Gabriela), Claudio Ferrario (narrador e coronel Pedro Militão), Jorge de Paula (Anrique Soledade) e Edjalma Freitas (Pedro Lucas). Os músicos Luca Teixeira, na percussão, e Mayra Waquin, no canto, acompanham o grupo, que estreou a leitura dramática de Bernarda Soledade há dois anos, no Centro Cultural Raimundo Carrero, durante o Ciclo de Leituras Teatrais Dramatizadas da Literatura Pernambucana, além de ter integrado as homenagens do Governo do Estado de Pernambuco por ocasião dos 70 anos de vida do escritor. 

Bernarda Soledade, a Tigre do Sertão aborda a história da família Soledade, marcada por uma luta de vida e morte por terras e poder no Sertão pernambucano, uma saga conduzida pelas vozes de três mulheres que desafiam os costumes."O teatro tem uma ligação muito íntima com a literatura, sobretudo porque ambos pertencem ao reino das palavras. Com vantagem para o teatro, que coloca o espectador em relação intensa com a criação”, diz Carrero, sobre a adaptação da sua obra literária para o teatro.

Tengo Lengo Tengo
O projeto Tengo Lengo Tengo homenageia os 30 anos da morte de Luiz Gonzaga e do Padre João Câncio, os criadores da Missa do Vaqueiro de Serrita, que acontece há 49 anos, sendo uma das mais importantes dos sertões. O projeto engloba uma exposição, lançamento de uma biografia sobre o pároco, a celebração da Missa do Vaqueiro na capital pernambucana e uma série de oficinas, mesas redondas, leituras e apresentações culturais que serão realizadas até o dia 27 de agosto.

SERVIÇO
Leitura dramatizada de Bernarda Soledade, a Tigre do Sertão, de Raimundo Carrero
Onde: Museu Cais do Sertão (Av. Alfredo Lisboa, s/n – Recife)
Quando: nesta sexta-feira (5), a partir das 19h
Horário: 19h
Entrada gratuita


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.


Últimas