Música Banda recifense Bule leva sonoridade pop e retrô ao Centro-Oeste e Sudeste

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 31/07/2019 15:31 Atualizado em: 31/07/2019 16:03

Da esquerda para direita: Pedro, Bernardo, Kildare, Daniel e Carlos, integrantes da Bule. Foto: Jonatan Azevedo/Divulgação. 
Foto: Bieco Garcia/Divulgação
Da esquerda para direita: Pedro, Bernardo, Kildare, Daniel e Carlos, integrantes da Bule. Foto: Jonatan Azevedo/Divulgação. Foto: Bieco Garcia/Divulgação
A banda Bule se destacou no circuito alternativo recifense ao apostar em música brasileira, dançante e tropical que explora estéticas sonoras da década de 1980 - período da música mundial que foi frutífero para o eletrônico, com beats em synths em meio aos instrumentos orgânicos. Desde o lançamento do álbum Cabe mais ainda (de 2017, com produção musical de Benke Ferraz, guitarrista do Boogarins), o grupo participou de festivais pernambucanos como No Ar Coquetel Molotov e Guaiamum Treloso. No segundo semestre, agora viaja ao Centro-Oeste e ao Sudeste do país para agenda de apresentações.

A convite do Bananada, a banda chega em terras goianas no dia 17 de agosto para tocar no Palco Tropical Transforma, também passando por Brasília (15/8), São Paulo (22/8), Sorocaba (23/8), Campinas (24/8) e Limeira (25/8).

A banda é formada por Pedro Leão (voz, guitarra, sintetizadores), Carlos Filizola (guitarra, sintetizadores, programações), Daniel Ribeiro (percussão, programações), Bernardo Coimbra (baixo, sintetizador) e Kildare Nascimento (bateria). O material conta com cinco músicas, incluindo os singles Coro e Azul, além de três faixas feitas por Benke a partir de músicas da banda.

IDENTIDADE
Foto: Jonatan Azevedo/Divulgação
Foto: Jonatan Azevedo/Divulgação

Inicialmente, a sonoridade da banda era de fato vintage, com timbres que pareciam com os entoados naquela época. O que mudou o curso da produção, deixando as canções ainda mais singulares, foi a entrada de Benke. O resultado soa inusitado diante do histórico da cena musical recifense. Bule emplaca um som retrô, tropical e divertido, que resgata o pop radiofônico oitentista com suporte de batidas arrojadas, modernas e psicodélicas.

O tom alucinógeno também aparece nas letras, que abordam sentimentos e temáticas aleatórias de forma nonsense. A identidade visual, de tons pastéis e neons, foi construída por Gabriela L'amour.

"As influências retrôs vieram dos dois primeiros álbuns de Madonna e New Order. No repertório nacional, procuramos inspiração em dois álbuns de Gilberto Gil: Realce (1979), que mostra um lado mais funk dele, e Raça humana (1984), quando ele mergulha na bateria eletrônica e nos samples", diz Carlos, em entrevista ao Viver em março deste ano.

HISTÓRICO DE SHOWS
Em 2018, antes do lançamento do disco, Bule já havia dado a largada em uma sequência de shows por Recife e Olinda. Ao longo do ano, passou por diversas casas, como Tropicasa, Estelita, Recanto do Ingá e Baile Perfumado, dividindo o palco com várias bandas e artistas da cena pernambucana e brasileira: Torre, Kalouv, Igor de Carvalho, Guma, Romero Ferro, Tiné, O Barco, Madimboo, Barro, Samico, Mombojó, Mahmed (RN) e Taco de Golfe (SE).

O grupo já iniciou 2019 sendo convidado para abrir o show do grupo francês General Elektriks no Recife junto com a Mombojó. E também neste ano a Bule começou a circular pelas cidades do Nordeste, além de preparar para o segundo semestre uma turnê por outras regiões do país.

Confira a programação da mini turnê:

15/08
BRASÍLIA/DF
Bule + Palamar
Local: N27 Espaço Cultural - St. de Habilitações Coletivas e Germinadas Norte 713, Asa Norte, Brasília

17/08
GOIÂNIA/GO
FESTIVAL BANANADA
Local: Palco Tropical Transforma - Shopping Passeio das Águas, Av Perimetral Norte, 8303, Lot. Mansões Goianas, Goiânia

22/08
SÃO PAULO/SP
Bule Arquetipo Rafa
Local: Casa do Mancha - Rua Felipe de Alcaçova, 89, Pinheiros, São Paulo

23/08
SOROCABA/SP
Bule Eugênio Cigana
Horário: 19h
Ingresso: R
Local: Deaf Haus - Rua Aparecida, 710 – Jd. Santa Rosália, Sorocaba


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