show Peça sobre morte de Lampião tem encenação em Pernambuco

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 10/07/2019 10:53 Atualizado em: 10/07/2019 11:43

O Maior Espetáculo ao Ar Livre do Sertão Nordestino acontecerá no mesmo dia em que se completam 81 anos da morte de Lampião. Foto: Maxciel Rodrigues
O Maior Espetáculo ao Ar Livre do Sertão Nordestino acontecerá no mesmo dia em que se completam 81 anos da morte de Lampião. Foto: Maxciel Rodrigues

Lampião, Maria Bonita e seu grupo de cangaceiros foram assassinados na madrugada do dia 28 de julho de 1938. A história conta que o clã valente foi pego de madrugada por soldados e quase não tiveram reação, na grota de Angico, em Sergipe, praticamente dando um fim ao cangaço.  O Massacre de Angico – A Morte de Lampião chega à sua oitava edição com novos cenários, trilhas sonoras renovadas e grandes alterações no elenco. A expectativa é reunir mais de cinquenta mil pessoas para assistir ao trabalho dirigido por Izaltino Caetano, entre os dias 24 e 28 de julho, em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. O acesso será gratuito.
 
O que guia todo espetáculo é sua intenção de mostrar quem eram as pessoas do cangaço, não pelo viés mais criminal como conhecemos, mas interessado em entender certa personalidade e humanidade dos membros do grupo. "O Maior Espetáculo ao Ar Livre do Sertão Nordestino", como é conhecida a peça, se trata da encenação a partir do texto dramatúrgico escrito pelo pesquisador do Cangaço, Anildomá Willans de Souza, natural de Serra Talhada, mesma cidade onde Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião. O Massacre de Angico – A Morte de Lampião  reconta a vida do Rei do Cangaço, desde o desentendimento inicial de sua família com o vizinho fazendeiro, Zé Saturnino, ainda em Serra Talhada. Tentando evitar uma tragédia iminente, o pai, Zé Ferreira, fugiu com os filhos para Alagoas, mas acabou sendo assassinado por vingança. 
 
“Mostraremos ao público um Lampião apaixonado, que sente medo, que é afetuoso. Na história, não aparece somente a guerra travada contra os coronéis e fazendeiros, contra a polícia e toda estrutura de poder, mas também é apresentado um homem que amava as poesias e a sua gente”, revela Anildomá Willans. “O espetáculo mistura o folclore e o real, para que seja, de fato, mostrado o Lampião do imaginário popular”, complementa ele.O ator e dançarino Karl Marx, 28 anos, vive o protagonista. Integrante do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, ele comemora 14 anos à frente do mesmo papel, em outras montagens. 
 
O Cangaço foi um grupo liderado por Lampião, que em meio a uma vida sem empregos, moradia e alimentos, criaram um movimento de banditismo que deixou muitos políticos, coronéis e fazendeiros apavorados nas décadas de 1920 e 1930, no Nordeste. Temidos por uns e idolatrados por outros, os cangaceiros  decidiram adentrar a ilegalidade com a  ideia de "fazer justiça com as próprias mãos", tanto que a honra e a bravura de Lampião foram temas de filmes, livros, poesias e cordéis, ao mesmo tempo em que o governo e os latifundiários o via como um criminoso que precisava ser assassinado.
 
SERVIÇO:
Espetáculo O Massacre de Angico – A Morte de Lampião
Quando: de 24 a 28 de julho, às 20h.
Onde: Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária).
Quanto: Entrada gratuita 


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