São João Noite de grandes espetáculos no Concurso de Quadrilhas Juninas do Sítio Trindade

Por: Samuel Calado - Redes Sociais e Site

Publicado em: 21/06/2019 17:39 Atualizado em: 21/06/2019 18:06

Junina Raio de Sol, de Olinda. Foto: Samuel Calado/DP
Junina Raio de Sol, de Olinda. Foto: Samuel Calado/DP
Grandes emoções marcaram a noite dessa quinta-feira (20), o Concurso de Quadrilhas Juninas Adultas do Sítio Trindade, no bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife. Cinco grupos apresentaram grandes espetáculos ao público fiel que lotou as arquibancadas. As encenações enalteceram o cangaço, a religiosidade, a ficção e a xilogravura. Seis juninas se apresentam nesta sexta-feira, a partir das 20h. 

Junina Chinelar, da cidade de Tracunhaém. Foto: Samuel Calado/DP
Junina Chinelar, da cidade de Tracunhaém. Foto: Samuel Calado/DP
A primeira a se apresentar na noite foi a Junina Chinelar, da cidade de Tracunhaém, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Eles trouxeram o tema “Maria do Caritó (A moça Sortêra que só pensa em Casar). A quadrilheira Marcela Oliveira disse que quando chega no arraial esquece de todos os problemas. “É o momento de brilhar. É uma sensação única. A gente se estressa durante os ensaios, mas vale muito, principalmente quando encontramos uma plateia calorosa”.

União Junina, da cidade do Cabo de Santo Agostinho. Foto: Samuel Calado/DP
União Junina, da cidade do Cabo de Santo Agostinho. Foto: Samuel Calado/DP
A quadrilha União Junina, do Cabo de Santo Agostinho foi segunda a se apresentar. O grupo trouxe o espetáculo O Formidável duelo de Lampião e Lancelote, transportando o público a uma grande história de emoções onde o cavaleiro da Távola Redonda é transportado para o cangaço. O quadrilheiro Eduardo Rodrigues, falou sobre a importância do trabalho social do grupo no Cabo de Santo Agostinho. “Muitas pessoas que não conhecem o processo acham que quadrilha é brincadeira, mas não é. Ela é um projeto social que a gente trabalha o ano inteiro. A maioria não tem condições de arcar com os figurinos. Muitas vezes nem condições em casa eles têm. Mas com muita luta e dedicação a gente consegue ajuda aqui e ajuda ali para fazer um trabalho bonito no arraial. Eu sempre digo que a União Junina é um milagre. Se você olhar, 90% dos nossos figurinos é a gente que faz. Eu crio o processo, monto o arranjo e a gente monta um mutirão construir. Tudo é feito pelas mãos dos componentes”. 

Junina Chá de Zabumba, de Jaboatão dos Guararapes. Foto: Samuel Calado/DP
Junina Chá de Zabumba, de Jaboatão dos Guararapes. Foto: Samuel Calado/DP
A terceira da noite foi a Chá de Zabumba, do bairro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes. O grupo levou ao Arraial o espetáculo Qual o segredo do Chá?, que falou sobre uma bebida ‘misteriosa’ preparada por beatas da igreja em homenagem à Nossa Senhora dos Prazeres. O marcador Douglas Lima informou que o trabalho celebra os dez anos da quadrilha. “Estamos trazendo a pergunta ‘Qual é o segredo do Chá?’, Qual o segredo de tanto sucesso, de tanta dificuldade e de tanta batalha. Ver os meus bailarinos participando de uma festa dessa é maravilhoso. Não é fácil fazer quadrilha. Tem que ter muita força e arregaçar as mangas. Principalmente as quadrilhas de pequeno porte. O pedido que eu peço é que as pessoas enxerguem as quadrilhas pequenas também. Lembrem-se as grandes começaram por baixo. Eu queria que todas as juninas se unissem e a rivalidade ficasse apenas no arraial”. 

Junina Bacamarte, do Cabo de Santo Agostinho. Foto: Samuel Calado
Junina Bacamarte, do Cabo de Santo Agostinho. Foto: Samuel Calado
A penúltima a entrar em cena foi a Junina Bacamarte, do Cabo de Santo Agostinho que chegou ao arraial falando sobre as forças antagônicas da luz e das trevas com o tema Crepúsculo. O marcador Marcilio Barreto disse que o trabalho da junina demorou sete meses para ficar pronto. “Foram muitas dificuldades, mas graças a Deus conseguimos ‘arrotar’ um pouco no arraial e fazer o público vibrar e sair fervendo. A comunidade abraça com muito carinho. Estamos nos expandindo cada vez mais e recebendo integrantes de outros lugares da Região Metropolitana. Vamos caminhando muita generosidade e honestidade”. 

A Raio exaltou a xilogravura através do tema "Fábrica de Xilo". Foto: Samuel Calado/DP
A Raio exaltou a xilogravura através do tema "Fábrica de Xilo". Foto: Samuel Calado/DP
Encerrando a noite de apresentações, entrou em cena a Raio de Sol com o espetáculo Fábrica de Xilo. A última junina levou para as arquibancadas uma grande torcida, com direito a faixas e bexigas nas cores do grupo. O tema homenageou a Xilogravura e os xilógrafos e levou para o arraial o encantamento de tudo que é retratado nessa arte tão presente na cultura nordestina. O cangaço, a vaquejada, o repente e as figuras populares estiveram presentes durante toda apresentação. O quadrilheiro Adison Souto falou sobre a essência da Raio. “A Raio de Sol é uma das quadrilhas que está há bastante tempo no ciclo. Ela é uma junina de raiz e traz vários tipos de danças. Eu resumo em cultura viva. Não é fácil fazer o movimento das quadrilhas. A gente não tem apoio, por isso, é difícil. Eu digo que todas já são campeãs só por estarem aqui”. 


Sendo classificadas, cada junina receberá R$ 3 mil e as cinco vencedoras serão premiadas com R$ 13 mil; R$ 9 mil; R$ 7 mil; R$ 6 mil; e R$ 5 mil, respectivamente. Nesta quinta-feira, mais seis grupos se apresentam, confira a programação: 

Sexta-feira (21) 

20h – Fulejo
20h45 – Junina da Sulanca
21h30 – Amigos do Furacão
22h15 – Evolução
23h – Quentão
23h45 – Lumiar
  
O DIARIO está realizando a cobertura em tempo real nas redes sociais. Veja as apresentações dessa quinta-feira (19): 

JUNINA CHINELAR (Tracunhaém)


UNIÃO JUNINA (Cabo de Santo Agostinho)


CHÁ DE ZABUMBA (Prazeres, Jaboatão dos Guararapes)

BACAMARTE (Cabo de Santo Agostinho)

RAIO DE SOL (Olinda) 




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