São João Emoção marca penúltima noite das eliminatórias de Juninas no Sítio Trindade

Por: Samuel Calado - Redes Sociais e Site

Publicado em: 22/06/2019 17:57 Atualizado em: 22/06/2019 18:18

Quatro grupos competiram na noite dessa sexta-feira (21). Foto: Samuel Calado/DP
Quatro grupos competiram na noite dessa sexta-feira (21). Foto: Samuel Calado/DP

A penúltima noite das eliminatórias do 35º Concurso de Quadrilhas Juninas Adultas levou uma multidão ao Sítio Trindade na noite dessa sexta-feira (21). Mesmo com a ausência de um grupo e atraso de outro, o público esperou ansiosamente pelas apresentações. Mais seis grupos se apresentam neste sábado (22), a partir das 20h. A apuração que divulgará as 12 finalistas irá acontecer no dia 25 de junho, junto com as Mirins. 

Junina Fulejo, de Jaboatão Centro. Foto: Samuel Calado/DP
Junina Fulejo, de Jaboatão Centro. Foto: Samuel Calado/DP

Quem abriu a noite foi a Quadrilha Fulejo, do centro de Jaboatão, que não participou da competição devido ao atraso. Ela estava marcada para se apresentar no primeiro horário, das 20h, mas devido ao trânsito, não conseguiu chegar a tempo. Mesmo assim, o grupo se apresentou no horário da Junina da Sulanca, que havia justificado a ausência dias antes. Por questão de edital, eles não entraram na competição, mas fizeram um lindo show e apresentaram no arraial um pouco do espetáculo Poeira, Fulejo, que falou sobre os caminhos que precisam ser percorridos em busca da felicidade. A noiva da quadrilha, Tatiane Sands, disse que o importante é participar e manter a cultura junina. “O São João da Fulejo está lindo. Estamos super empolgados em mostrar Pernambuco ao Brasil como é a cultura junina. É difícil, foi apertado e ainda está sendo, mas não tem barreira. Estamos no primeiro ano de quadrilha e é uma grande realização”. O quadrilheiro Jamesson Rodrigues, falou sobre o trabalho social que a junina desenvolve na comunidade e a felicidade de poder participar do ciclo junino. “É uma alegria muito grande. A gente junta vários jovens de comunidade carente. Tudo o que você está vendo foi do esforço de cada um. A união faz a força é o dilema da nossa junina”. 


Quadrilha Junina Amigos do Furacão, do bairro de Linha do Tiro, na Zona Norte do Recife. Foto: Samuel Calado/DP
Quadrilha Junina Amigos do Furacão, do bairro de Linha do Tiro, na Zona Norte do Recife. Foto: Samuel Calado/DP

E abrindo oficialmente as apresentações da noite no concurso, Junina Amigos de Furação, do bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife, apresentou o espetáculo “Nada é maior que o amor”.  O tema retratou o amor entre dois jovens que não podiam brincar juntos quando crianças. O grupo enalteceu o ‘Passinho’ na apresentação, que vem reacendendo a cena brega funk do Recife. Sobre essa novidade, o marcador Fredisson Silva disse que é muito dificultoso montar uma quadrilha no bairro e a forma que encontraram para atrair o público jovem foi essa. “Com muita dificuldade a gente tenta conquistar um e conquistar outro. Somos da Linha do Tiro com muito orgulho e essa é a nossa identidade. A gente colocou o passinho porque é isso o que vivenciamos. É a nossa cultura popular”. 

Junina Evolução, do bairro de Santo Amaro, na área central do Recife. Foto: Samuel Calado/DP
Junina Evolução, do bairro de Santo Amaro, na área central do Recife. Foto: Samuel Calado/DP

Em seguida veio a Junina Evolução, do bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife.  Eles fizeram uma grande homenagem à Missa do Vaqueiro com o espetáculo “SER TÃO” e apresentaram ao público a síntese dos costumes e crenças do povo sertanejo nordestino. O quadrilheiro Werison Fidelis, que assina a coreografia e o tema, disse que a intenção do grupo é reforçar a identidade e a resistência nordestina. “A evolução busca trazer um conteúdo histórico que toque o público de uma certa forma. Tem uma preparação, física e cênica muito forte. O pessoal tem aula de resistência e de expressão, onde aprendem até o momento certo de mostrar a força na expressividade dentro do arraial”. 

Junina Quentão, da cidade de Ipojuca. Foto: Samuel Calado/DP
Junina Quentão, da cidade de Ipojuca. Foto: Samuel Calado/DP

A penúltima da noite foi a Quentão, do município de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, apresentando o tema O fogo que arde em mim. A história falou sobre os problemas para realização de uma festa nas vésperas de São João. O brincante David William disse que  ser quadrilheiro não é fácil, principalmente diante da falta de incentivo. “Todo mundo sabe como é difícil colocar uma quadrilha na rua, mas com muito esforço a gente consegue. Fazer parte de uma quadrilha é acordar cedo, trabalhar, cuidar dos filhos, ensaiar, passar noites confeccionando figurino e ainda conseguir vir ao arraial. “A gente vem de tão longe e é um prazer estar aqui apresentando o nosso espetáculo. O nosso grupo resgata os jovens e mostra que existe um futuro brilhante na cultura”. 

Junina Lumiar, do bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. Foto: Samuel Calado/DP
Junina Lumiar, do bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. Foto: Samuel Calado/DP

Encerrando a noite de apresentações, entrou em cena a Junina Lumiar, do bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. Eles apresentaram aos espectadores a grandiosidade do espetáculo Compadrio - São João dormiu, São Pedro acordou. Com um repertório marcante, os brincantes convidaram as pessoas para reviver a antiga tradição de pular a fogueira para fortalecer uma amizade e até uma paixão. Um dos momentos mais marcantes foi a entrada da Rainha Ana Paula Arruda, que tem uma imensidão de fãs no movimento junino. “Acho que quando você tem fé em Deus você conquista várias coisas. Eu tenho um público muito grande e agradeço a todos pelo carinho e pela dedicação. É justamente esse público que faz a gente querer apresentar o melhor. Sempre digo que Ana Paula e Lumiar são duas energias que andam juntas”. Sobre a musicalidade, o compositor Léo Marques disse que é sempre um desafio grande montar o repertório. “Eu nunca acho que vou conseguir. A gente primeiro desenvolve o espetáculo e a história. Então eu vou imaginando como seriam as músicas respeitando a diversidade musical nordestina. É sempre um desafio muito grande e no final dá tudo certo”. 


Sendo classificadas, cada junina receberá R$ 3 mil e as cinco vencedoras serão premiadas com R$ 13 mil; R$ 9 mil; R$ 7 mil; R$ 6 mil; e R$ 5 mil, respectivamente. Neste sábado, mais seis grupos se apresentam, confira a programação: 

Sábado (22) 

20h – Rosa dos Ventos
20h45 – Origem Nordestina
21h30 – Cambalacho
22h15 – Matutinho
23h – Mestre Zé
23h45 – Tradição
  
O DIARIO está realizando a cobertura em tempo real nas redes sociais. Veja as apresentações dessa quinta-feira (19): 


JUNINA FULEJO (Jaboatão)


QUADRILHA AMIGOS DO FURACÃO (Linha do Tiro, Recife)


JUNINA EVOLUÇÃO (Santo Amaro, Recife) 


JUNINA QUENTÃO (Ipojuca) 


JUNINA LUMIAR (Pina, Recife) 






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