Pernambuco.com                                     Grupos associados Associados PE Diario de Pernambuco Tv Clube PE Clube FM Rádio Clube AM
Cidadão Repórter | Comunidade | Diversão | Esportes | Guias | Jogos | Pernambuco.cão | Tecnologia | Turismo | Últimas | Vestibular
Home | Especiais | Alumínio | Empresas e leis
  Enviar por e-mail Comentar Imprimir  
Pernambuco está na contramão da economia da reciclagem

A produção pernambucana caminha na contramão em relação à utilização do alumínio na embalagem das latinhas de bebidas. Enquanto nas outras regiões do país, 100% das latinhas são de alumínio, nos supermercados e bares do Nordeste e, especificamente, de Pernambuco, grande parte das latinhas vendidas é de aço. As empresas justificam esta escolha afirmando que a única fabricante de latas de aço no Brasil, a Metalic, está instalada em Fortaleza, no Ceará, o que facilita e barateia a distribuição para as fábricas de bebida do Nordeste. Menos de 3% das bebidas produzidas pela Ambev, por exemplo, são envasadas em latinhas de aço. O número corresponde às fábricas nordestinas.

 
A gerente Ana Barbosa destaca o avanço tecnológico no trabalho com o aço.
Foto: Inês Campelo/ DP/ D.A Press
Da mesma forma, todas as latas de refrigerante comercializadas pela Coca-Cola Guararapes são feitas de aço. Esse não era o cenário até 2006, quando as latinhas eram de alumínio. “A tecnologia chegou ao aço permitindo que ele seja trabalhado da mesma maneira e com algumas propriedades muito semelhantes às do alumínio, como a maleabilidade. Se as embalagens são equivalentes, porque escolher a mais cara?”, questiona Ana Barbosa, gerente de sistema de gestão integrada da Coca Cola Guararapes. Para responder aos questionamentos sobre as vantagens do alumínio para o meio ambiente, a gerente pondera que o aço também é reciclável. “O material é totalmente reutilizável. A reciclagem do aço deve ser incentivada, já que ele pode voltar para as siderúrgicas”, acredita.

Convicto dos benefícios do alumínio para o meio ambiente, o coordenador do Movimento de Requalificação do Rio Capibaribe, André Luiz Cantanhede, foi um dos defensores da aprovação da lei 72/2007 vetada pela Assembléia Legislativa, que proibia, já no seu artigo 1º, “a comercialização de bebidas envasadas em latas de aço” no estado de Pernambuco. “Se as empresas vendem as latinhas pelo mesmo preço em todo o país, mas nos outros estados a matéria-prima é muito mais cara, o lucro aqui é bem maior. Só que esse lucro é conseguido em cima da degradação do meio ambiente. Por isso, apóio a legislação proibitiva”, explica o coordenador.


O deputado Raimundo Pimentel propôs lei que proibia latinhas de aço no estado.
Foto: Alepe/ Divulgação
 

A lei, proposta pelo deputado Raimundo Pimentel, foi vetada pela Comissão de Constituição, Legislação e Justiça sob a justificativa de inconstitucionalidade da medida. De acordo com o parecer, o projeto de lei afronta o princípio da livre iniciativa da ordem econômica. Além disso, apenas a União teria competência para legislar sobre o comércio interestadual de bebidas, que poderia ser afetado caso a lei fosse aprovada. “Mesmo acreditando na causa do meio ambiente, entendi os motivos apresentados pela comissão para o veto da lei”, conclui o deputado.

Apesar de outros estados já terem proposto legislações semelhantes, como a Bahia, não foi preciso que a lei interferisse na atividade econômica para a escolha do alumínio em todas as outras regiões do país. Em alguns locais, a cadeia de reciclagem funciona de maneira articulada com as empresas fabricantes de latas, o que traz vantagens para as indústrias e para os catadores. É o que acontece, por exemplo, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Lá, ao lado da fábrica de chapas para latas de alumínio da multinacional Novelis, foi instalada uma empresa de reciclagem. O material coletado sai dos galpões da recicladora direto para a fábrica onde será reaproveitado para então completar a cadeia da reciclagem e chegar ao consumidor final.

CURIOSIDADES

- Por conta da melhoria nos processos industriais, hoje 74 latas são produzidas com 1 kg de alumínio. Em 1992, a mesma quantidade de metal produzia 64 latas e, em 1972, 49 latas. No Brasil, 350 latas são produzidas por segundo.

- As latas de alumínio são formadas por duas partes básicas (corpo e tampa). O fundo de uma lata se encaixa perfeitamente na tampa de outra, facilitando o armazenamento. As tampas e os corpos das latas de alumínio são produzidos em fábricas diferentes.



  Enviar por e-mail Comentar Imprimir  

a
Cidadão Repórter | Comunidade | Diversão | Especiais | Esportes | Guias | Jogos | Pernambuco.cão | RSS
Tecnologia | Turismo | Últimas | Vestibular | Quem somos | Contato Comercial | Sua opinião sobre o portal
Copyright - Pernambuco.com | todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização | faleconosco@pernambuco.com