
Radiologia requer paciência
Gostar de física, matemática e biologia são pré-requisitos essenciais para quem está pensando em fazer o curso superior tecnólogo em radiologia. Além de se identificar com a área de saúde, o estudante também precisa ser muito paciente. O curso tecnológico em radiologia surgiu da necessidade de profissionais mais capacitados para atuar com equipamentos de diagnóstico por imagem. Sem uma especialização mais qualificada, os técnicos de radiologia já não tinham como lidar com os aparelhos modernos, realizar pesquisas científicas e gerenciar serviços de radiologia.
Geralmente, os alunos que buscam o curso vêm da rede particular de ensino e da rede pública ou já possuem o curso técnico de radiologia. No Centro de Educação Tecnólogica de Pernambuco (Cefet-PE), o vestibular utiliza o sistema de cotas, ou seja, metade do número de vagas é reservada para os alunos das escolas públicas. No seu último concurso, no início desse ano, a concorrência foi de 15,6 feras por vaga, um númeroconsiderado alto. No primeiro vestibular para a graduação, em 2004, cerca de 40 candidatos concorreram a uma vaga. "Por ser um curso novo, foi um dos mais concorridos do centro", lembra a chefe do departamento de radiologia do Cefet-PE, Elba Nogueira Ferraz.
Aluna do 4ª período do curso técnico de eletrotécnica do Cefet-PE, Edigleide Cristina da Silva Souza, 18 anos, vai concorrer este ano a uma das vagas para o curso tecnológico de radiologia. Para se preparar melhor para as provas, ela pretende se matricular num intensivo pré-vestibular. "Quero reforçar as disciplinas de biologia, física, química e matemática", comenta a estudante, que concluiu o segundo grau na Escola Nossa Senhora do Bom Conselho, em Ponte dos Carvalhos.
Aprovado recentemente na graduação, o técnico em radiologia Antônio Melo Júnior, 43, aconselha os interessados em fazer o vestibular para o curso, a estudar bastante física, principalmente radioeletricidade. Trabalhando como técnico há 15 anos, Antônio Júnior diz que buscou a graduaçãopara melhor se qualificar. "É muito importante para um profissional de nível médio. Além de abrir novos horizontes, o conhecimento também proporciona melhoria de salário e mais satisfação profissional", enfatiza o técnico, que trabalha nos hospitais Português e Otávio de Freitas, além de ensinar o curso técnico na Escola Politec, na Boa Vista.