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Produtor de eventos


Pau para toda obra

Faz-tudo. Encarregado de fazer os contatos, confirmar horários, checar preços da lista de compras, conferir os últimos detalhes. Dinâmico e ágil, o produtor de eventos ou eventólogo não pára. É ele quem cuida de todas as etapas de um evento, do papel à desmontagem. É o primeiro a chegar e o último a sair. Pesquisar, planejar, captar recursos e organizar diferentes tipos de eventos, da festa de aniversário ou congresso técnico-científico, são atribuições do profissional. A atividade, ligada ao turismo e ao mercado do entretenimento e cultura, ainda não é reconhecida em lei. Representantes de associações e entidades lutam para regulamentar a profissão no Congresso Nacional.

Nos últimos anos, o planejador de eventos tem tido um avanço inédito em reconhecimento. No Brasil, já existem formações específicas de curta duração em duas faculdades pagas em São Paulo, a Anhembi-Morumbi e o Senac. Em Pernambuco, a oferta é muito recente. Há dois anos, a Faculdade Senac criou o curso superior de Tecnologia em Planejamento e Gestão de Eventos. A habilitação surgiu como uma forma de atender à necessidade de formar profissionais para o trade turístico e organizacional da região, que carece de pessoas capacitadas. "Muitos alunos chegam com boa prática de mercado. O nosso foco é a teoria, pensar em novas maneiras de fazer e transformar", explica a coordenadora do curso, a turismóloga Marília Paes Cesário.

Com dois anos e meio de duração, o curso repassa noções de elaboração de projetos, captação de verbas públicas e patrocínios, empreendedorismo e gerência em eventos. Além do tempo reduzido, outro diferencial do curso é a possibilidade de saída antecipada conforme a necessidade do aluno. Após um ano, ele já pode retirar o diploma de assessor de eventos. Há ainda os títulos de organizador de eventos (um ano e meio), planejador (dois anos) e a de tecnólogo em eventos, ao fim dos cinco módulos.

Experientes - A maioria dos estudantes do curso já exerce o ofício e busca maior capacitação no setor.É o caso do técnico em estrutura metálica Tércio Donato, que trabalha em eventos há 34 anos. Pelo menos 15 deles são dedicados à coordenação do desfile de trios e carros de apoio do Galo da Madrugada. "Já estou passando a tradição para o meu filho. Quero agora fazer consultoria de eventos a empresas", diz. Já a aluna Maria Gorette Gomes tem a sua própria empresa, a Ponto a Ponto Agência de Turismo, há 17 anos. "Entrei para ter acesso melhor às informações", justifica. O mesmo motivo alega a guia de turismo Rebeca Gomes. "Quero passar para o outro lado, ficar na retaguarda da organização de um evento", conta. Para melhorar o fluxo de informações, a advogada Mariza Aranha criou um site (www.eventosrecife.com). Ela deixou a área jurídica para fazer o que mais gosta. "Pretendo montar minha empresa e ajudar a profissionalizar o mercado", diz.

Para entrar na área, é preciso, no entanto, ter um perfil muito arrojado. Postura empreendedora, liderança e criatividade são características essenciais. "Não precisa ser extrovertido. Pessoas mais tímidas podem trabalhar nos bastidores e não diretamente com o público", esclarece Marília. Os primeiros eventólogos do Senac ganharão o canudo no final do ano. A próxima turma será aberta em agosto. Pelo site da instituição (www.pe.senac.br), os interessados ainda podem fazer o agendamento de vestibular.











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