Corretor de imóveis
Longo caminho até os clientes
A jovem pernambucana Catarina Lucidi, 27 anos, sabe que não escolheu um mercado de trabalho fácil. Ela cursou economia por quatro anos, depois fez uma especialização em gestão de negócios e hoje ainda estuda para se tornar uma corretora de imóveis e, quem sabe, uma empresária do ramo daqui há alguns anos. "Meu sonho sempre foi construir e alugar casas, mas notei que os negócios estão começando a ficar mais favoráveis para vendas. Comecei a procurar informações e acabei decidindo migrar para esse segmento", conta ela, que está no terceiro mês do curso técnico em transações imobiliárias (TTI) e já começa a atuar na área.
Catarina está entre os 250 alunos que fazem o treinamento do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de Pernambuco (Sindimóveis/PE) e que passam anualmente pelas salas de aula da entidade, na expectativa de conseguir uma boa colocação. Ao todo, são abertas novas turmas de dois em dois meses, com pessoas vindas das mais diversas localidades.
"Essa é uma profissão muito abrangente e nada fácil. Não é começar e já sair vendendo apartamentos. Você precisa ser dedicado e comunicativo para criar uma agenda de clientes e, só depois, lucrar com ela. Precisa gostar do que faz e trabalhar muito para ganhar dinheiro", avisa a coordenadora do curso do Sindimóveis/PE, Conceição Mousinho.
Apenas quem faz o TTI pode tirar a carteira de estagiário e, depois de formado, a de profissional. A exceção surgiu, porém, há pouco mais de três anos, quando foi criado o curso superior seqüencial de formação específica em gestão imobiliária, na Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (Fcap). A instituição é a primeira do estado a ofertar a graduação e ainda oferece pós-graduação na área.
"Não formamos apenas corretores de imóveis, mas gestores imobiliários. Eles não aprendem apenas a vender, mas conhecem todo o processo vivido pelas empresas envolvidas", afirma a coordenadora Marilene Cordeiro Barbosa.
A profissão é regulamentada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), com filiais em todo o país. Em Pernambuco, a instituição existe desde 1961 e funciona no centro do Recife. A entidade é responsável pela emissão das carteiras e pela fiscalização do setor. "Se uma pessoa for pega vendendo imóveis irregularmente, pode pagar multa e até ser presa", explica Octávio de Queiroga, presidente do Creci/PE, com quase quatro mil profissionais ativos.
A rotina - Os profissionais podem trabalhar de forma autônoma ou serem empregados de imobiliárias, construtoras e bancos. Eles podem atuar como corretores ou como gerentes e administradores na venda, no aluguel ou no financiamento de apartamentos novos e usados. Ainda podem abrir o próprio negócio, como é o caso do pernambucano Fred Willian, 28 anos, que cursa o TTI. "Estou montando uma nova filial de uma imobiliária com um amigo. Estamos bastante esperançosos, pois vemos que esse mercado está crescendo muito e que pode significar bons ganhos para nós dois", diz.
Serviço
Creci/PE - 3228-3255
Catarina Lucidi - 8874-0002
Fred Willian - 8826-3704