
Mirella Marques // mirellamarques.pe@dabr.com.br
A situação, entretanto, começou a preocupar o mundo quando os Estados Unidos, aliado comercial e bélico de Israel, sofreu o maior ataque terrorista da história em 11 de setembro de 2001. O sinal de alerta, finalmente, soou. A política externa de Israel e o terrorismo no Oriente Médio é o tema da terceira reportagem da série do Diario sobre os conteúdos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Para o professor de geografia Anderson Leineker, do Colégio Motivo, o fera que
fará o Enem precisar estar ligado no que aconteceu na região nos últimos 20
anos. Durante este período, ocorreram inúmeras tentativas de paz. “Principalmente no governo Bil Clinton, quando percebemos um interesse do
mundo na paz do Oriente Médio”, relembra. Ele diz que Israel é um país
atraente por diversos aspectos. O primeiro é a posição estratégica na região.
Para o professor Anderson Leikener, o fera precisa estar ligado nos conflitos recentes ocorridos no Oriente Médio Foto: Inês Campelo/DP/D.A Press“A reaproximação dos EUA com o Oriente ocorreu após a revolução islâmica, em 1979. E o principal parceiro é Israel”, ensina Anderson Leineker. Apesar do crescimento do movimento terrorista, o estado judeu não parece estar se esforçando para acabar com os conflitos na região. Pelo contrário. “Prova disso foi a vitória da direita nas últimas eleições do país. O atual presidente, inclusive, fundou um partido próprio para governar com mais liberdade. Essa é uma demonstração clara de que Israel quer que a coisa permaneça do jeito que está”, afirma o professor de história Rodrigo Pessoa.
A fera de direito Marina Carvalho aposta que a geopolítica vai aparecer com mais força no Enem deste ano Foto: Inês Campelo/DP/D.A PressOutros fatos históricos que corroboram com a falta de diálogo de Israel é o
Acordo de Oslo, que aconteceu na década de 1990, na Noruega, e a consolidação
dos territórios ocupados pelos israelenses nos últimos dez anos. A atitude
contraria os desejos dos povos palestinos que, por sua vez, endurecem o
discurso e contra-atacam através do terrorismo.
O assunto é acompanhado diariamente pela fera de direito Marina Carvalho Nascimento, de 17 anos. “Acredito que a geopolítica deve aparecer mais no Enem deste ano. É por isso que estou me preparando para resolver questões que envolvam política e economia nos conflitos do Oriente Médio”, aposta a estudante.
Saiba mais
- Os conflitos entre Israel e o mundo árabe foram iniciados no final da década
de 1940, quando o estado judeu foi criado pelas Nações Unidas
- Israel foi um “prêmio” dado aos judeus, após o massacre do holocausto, na 2ª Guerra Mundial
- Nos últimos 20 anos, o mundo vem acompanhando as tentativas de paz no
Oriente Médio
- O Oriente Médio é uma região atraente. Fica no centro da Europa, da Ásia e
da África
- A área é a principal produtora de petróleo do mundo e vários países
participam da Organização dos Produtores e Exportadores de Petróleo (Opep),
que completou 50 anos em 2010
- Com o fim da revolução islâmica, em 1979, os Estados Unidos se reaproximaram
do Oriente Médio. E escolheram Israel como maior parceiro
- Israel não vende petróleo, mas consolidou-se como grande potência política e
econômica da região. Entre outros fatores, pelo impressionante poder de seu
exército
- Os principais fatos históricos da história recente no Oriente Médio foi o
Acordo de Oslo, na década de 1990, a consolidação dos territórios ocupados
pelos israelenses nos últimos dez anos e o assassinato de Isaac Rabin, por um
judeu de extrema direita
- O Hamas, grupo que defende a política anti-Israel, domina grande parte dos
territórios ocupados por palestinos
- As políticas adotadas pelo estado de Israel nos últimos anos vem
fortalecendo o movimento de terror no Oriente. Prova disso foi a construção de
um muro na Cisjordânia
- Israel é um país com comércio movimentado no mundo capitalista, mas que não
consegue resolver seus conflitos, tornando a região do Oriente Médio tensa
Fonte: equipe pedagógica do Colégio Motivo.