
![]() Foto: Inês Campelo/DP/D.A. Press |
A janela e o rio Da janela de casa, Camille Arcanjo observa o mundo que não deseja para o futuro. Visto todos os dias, o rio tomado por lixo faz crescer uma pergunta dentro dela: por que as pessoas continuam comprando se não querem os objetos e jogam tudo fora? O triste cenário reforçou o aprendizado da menina que garante não deixar nada no chão, no rio ou no mangue. A resposta, dita de forma tão natural pela menina de 5 anos, não faz parte da rotina da maior parte dos brasileiros. “O lugar do lixo é na lixeira. No rio, ele mata os peixes e todo mundo vai chorar quando não sobrar nenhum”. Ela quer viver em um mundo mais colorido e promete manter os bons hábitos ao crescer. |
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O menino e as árvores Sombra, ar puro, clima agradável, brincadeiras. As árvores têm vários significados para Luiz Flavis, 6 anos. Todos são positivos. Por isso, o pequeno assumiu o papel de guerreiro e já lutou pelos galhos de uma dessas amigas. “Não deixei cortarem o galho da árvore. Ela só faz bem pra gente, limpa o ar e dá sombra”. A iniciativa tem o respaldo da mãe e o garoto vira o porta-voz da família. Com um pedido desses, é mesmo difícil negar. Economizar papel é com ele mesmo. Os desenhos - por mais coloridos que sejam - só saem na frente e no verso dos papéis. Luiz já sabe que os pequenos atos têm resultado. “Consegui cuidar de uma árvore, outra pessoa pode fazer também”. |
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A água e os bichos Junto de Toby e Branquinha, Flávia Silva não precisa de mais nada para ser feliz. Ou quase. Ela sabe que o cão e a gata de estimação precisam de água e comida para ficarem bem. Por isso, economiza água quando toma banho e escova os dentes. O mundo dela é pequeno. Está restrito à escola, ao parque, ao quintal de casa. O impacto de suas ações, por outro lado, pode ter efeito no global se copiado por aqueles que estão mais próximos e mais longe. Em casa, a garota divide a água de uma caixa de mil litros com outras seis pessoas e os dois animais. Com apenas 6 anos, ela já sabe explicar o tão falado conceito de sustentabilidade: “Todo mundo precisa de água por isso a gente usa sem estragar”. |
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A luz e o futuro “Oh menino, apaga essa luz!”. Felipe Silva tem 4 anos e lhe falta altura para alcançar o interruptor. Mas, de tanto ouvir as recomendações da avó, aprendeu: saiu da sala, ele pega a vassoura e usa o cabo para apagar a luz. A aparente rigidez ensinou ao garoto o valor da preservação. “Vovó briga. A gente não pode gastar nada porque tem muita gente precisando”. Ele não sabe que a energia vem das hidrelétricas ou dos combustíveis fósseis, causando desmatamento e poluição, mas já entende que é preciso ter equilíbrio no uso que fazemos dos nossos bens mais preciosos. E ensina que é melhor iluminar o futuro do que deixar a luz de um ambiente vazio acesa. |
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A filha e a mãe Não tem paisagem ou passeio que distraia a pequena Vitória Leal, 6 anos. Com uma eloqüência que chega a assustar, ela conta que é só a mãe abaixar o vidro da janela do carro para o discurso - que já está na ponta da língua - sair. “Mamãe, não joga o lixo na rua. Guarda no carro até a gente chegar em casa”, explica, com o mesmo entusiasmo. A sabedoria, conta, veio da escola, da televisão e dos livros. A coragem para defender suas opiniões está na disposição e otimismo da idade. Não perde uma chance de convencer sobre a importância de separar o lixo, economizar a água e energia. Bom para todos se a garota levar no resultado de suas ações seu nome: Vitória. |
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A natureza e o homem Carlão. A energia pode ser sentida pelo apelido no superlativo. Como um furacão, Carlos Leal Neto se mistura aos brinquedos e gramados do parque. Ele sente em sua rotina como participa de tudo isso, como o homem faz parte do meio ambiente. Não seria ousado afirmar que compreende o impacto das ações humanas na natureza. Claro, na medida adequada a sua pouca idade. São apenas 4 anos. Ele sabe que não pode alimentar os peixes de uma lagoa ou rio. E justifica: “Eles ficam doentes porque tem a comida deles”. No futuro, o pequeno não vê caos. Só vida. Irmão de Vitória, que também teve sua história contada nesta página, ele forma o exército da esperança. |