A primeira co-produção brasileira do HBO, que antes já havia feito Epitáfios com os argentinos, a série Mandrake (com roteiros baseados em textos de Rubens Fonseca) encerra hoje a sua primeira temporada, de oito episódios. Os vários diretores mantiveram o ritmo e os atores convidados foram uma atração à parte. Como é comum às produções originais do canal (esta, feita junto com a Conspiração), a linguagem e as situações adultas não foram amenizadas. "Mandrake" teve muitas cenas de nudez (todas no contexto) e os personagens falavam do jeito como se fala nas ruas, com palavrões e sem impostação.
Se não chegou ao nível de excelência de séries originais do canal como Família Soprano ou A sete palmos, ficou bem perto de uma perfeita tradução do universo pelo qual transita o detetive particular que dá título à série (feito por Marcos Palmeira, na medida), as ruas da cidade do Rio de Janeiro, filmadas longe do glamour do cartão postal. Ainda que Mandrake, no final das contas, não resolva realmente a maioria de seus casos, foi divertido de acompanhar suas andanças.
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