Brasília - A CPI dos Correios descobriu que os negócios do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza se estendem até o Oriente. Os técnicos da comissão rastrearam uma operação financeira do valerioduto que injetou cerca de R$ 2 milhões nas contas de quatro empresas da Coréia do Sul, em agosto de 2004.
O dinheiro saiu de uma das empresas de Valério, passou por duas tradings e, lavado, desembocou nas contas das empresas, todas do setor têxtil. As companhias e as tradings estão envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro do MTB Bank, montado por doleiros.
É a primeira evidência de que o braço do valerioduto no exterior não se resume às operações com o publicitário Duda Mendonça. A CPI agora vai investigar se as remessas têm conexão com o mensalão ou se Valério atuou como intermediador de outro esquema.
A operação ocorreu entre o final de julho e o começo de agosto do ano passado, num espaço de cinco dias - véspera das campanhas eleitorais municipais.
|