A exemplo de São Jorge, São Sebastião foi um soldado romano martirizado e posteriormente canonizado. Nascido em Narvonne, na França, em 250 d.C, o oficial do exército romano e integrante da guarda pessoal do imperador Diocleciano, ele chegou a comandar as forças pretorianas, responsáveis pela perseguição aos cristãos, cuja crença era proibida na época. Mas o soldado Sebastião escondia um segredo: ele mesmo seguidor dos ensinamentos de Jesus, acabou atuando como defensor dos demais fiéis católicos.
Diante de sua conduta branda com prisioneiros, Sebastião - cujo nome deriva do grego sebastós, que significa divino - foi descoberto. Denunciado, o mártir foi julgado pelo imperador como traidor, o que lhe rendeu uma condenação à morte.
O soldado foi então levado a um campo, despido e amarrado em uma árvore, onde foi flechado - situação que inspira a forma como o santo é retratado nos dias de hoje. Lá mesmo Sebastião foi abandonado para que sangrasse até a morte. Horas depois, já à noite, Irene, esposa do mártir Castulo foi até o local no intuito de remover o corpo e enterrá-lo. Mas Sebastião não estava morto e foi levado para a casa de Irene, onde se restabeleceu dos ferimentos.
Refeito, o mártir continuou no seu propósito de evangelização e defesa dos cristãos, o que lhe rendeu nova condenação pelo imperador Diocleciano. Sebastião foi morto em 288 d.C. com pauladas e golpes de bolas de chumbo. Para impedir que o corpo fosse venerado, jogaram-no no esgoto público de Roma.
O cadáver, no entanto, foi resgatado e sepultado por Santa Luciana. Mais tarde, em 680 d.C., suas relíquias foram encontradas e levadas para uma basílica construída pelo imperador Constantino, onde estão até os dias de hoje. Na época, uma terrível peste assolava Roma, mas a epidemia simplesmente desapareceu imediatamente depois da transferência dos restos mortais do santo. Daí surgiu a veneração do santo mártir como protetor contra a peste, a fome e a guerra. O dia dedicado a São Sebastião é comemorado em 20 de janeiro.
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