Natal (RN) - Em um cenário paradisíaco, contornado por praias, dunas, recifes e falésias, encontra-se a capital do Rio Grande do Norte. A cidade sempre foi o grande atrativo para turistas do Brasil e de todo o mundo, não só pelas belezas naturais, como pelo artesanato e gastronomia típicos. Apesar da região potiguar ser lembrada mais pelos santuários ecológicos de praias como Genipabú (litoral Norte, com os passeios de buggy) e Pipa (Sul, com trilhas na mata atlântica), Natal, com seus cerca de 172 quilômetros quadrados e 800 mil habitantes, também apresenta seus atrativos, com seu ótimo clima e uma área urbana mista de bairros residenciais cercados por imensas áreas verdes e dunas.
A praia de Ponta Negra é uma das que mais faz sucesso entre os turistas. Com águas claras e ondas bravas, é perfeita para os praticantes de surfe e body-board. A construção de edifícios nessa orla é proibida por lei, apenas casas e pequenas pousadas entram em contraste com o Morro do Careca, uma duna com mais de 120 metros de altura que se tornou um dos principais cartões postais da cidade. Até meados dos anos 90, ainda era possível subir o paredão e admirar a bela vista de toda a capital. Mas, por vir sofrendo com a erosão, o morro só pode ser prestigiado agora da areia da praia, desfrutando os petiscos vendidos nas pequenas barraquinhas.
Deslocando-se um pouco mais para o norte, ao longo dos 9 quilômetros da Via Costeira, uma avenida repleta de resorts e hotéis de luxo (e com um mar não menos tranqüilo, atrativo para quem deseja curtir um kite surf), o visitante encontrará um enorme paredão de areia, pertencente ao Parque das Dunas, segunda maior área urbana preservada do país, ficando atrás apenas da Floresta da Tijuca (RJ).
O Parque das Dunas tem cerca de 1,7 hectares de Mata Atlântica, espalha-se por bairros centrais e é visitado por natalenses e turistas que buscam atividades de lazer. Cerca de 10 mil pessoas visitam semanalmente o local para fazer cooper, andar de bicicleta, fazer piqueniques nos parquinhos ou participar de trilhas guiadas, onde se contemplam centenas de animais, entre elas alguns raros tamanduás e micos. A enorme diversidade vegetal faz com que os moradores locais considerem Natal, a cidade com o "ar mais puro das Américas".
Ao seguir pelo litoral da capital, várias pequenas praias urbanas (como a dos Artistas, do Meio e a do Forte) com mar mais violento e rochas em suas margens completam a rota que termina com o rio Potengi ("rio dos camarões", em tupi-guarani). Às suas margens, construído sobre recifes de corais, está localizado o Forte dos Reis Magos, datado de 1612, marco inicial da história da cidade.
Na beira do Potengi, ainda se encontra um pitoresco cais chamado de Canto do Mangue, que abriga uma feirinha de frutos do mar e uma pequena vila de pescadores. A cidade, considerada de médio porte, cresceu muito lentamente, só vindo a se desenvolver no começo do século 20.
Charmosos monumentos históricos e pracinhas com muita vegetação, ainda podem ser encontrados nos bairros mais tradicionais.Na Ribeira (ou Cidade Baixa), o Teatro Alberto Maranhão surpreende a todos com sua requintada arquitetura neoclássica. Subindo um pouco mais, chega-se ao bairro de Cidade Alta, onde ficam a prefeitura, a Igreja de Santo Antônio (que chama a atenção dos visitantes por conta de seus confessionários de vidro, num estilo de divã) e a praça André de Albuquerque, onde se localiza a catedral onde se realizou a primeira missa da cidade, em 25 de dezembro de 1599.
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