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Tesouros a serem descobertos
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Para quem gosta de garimpar brechós, o Recife oferece um roteiro com poucas e boas opções, onde é possível encontrar estilo a preço baixo |
PHELIPE RODRIGUES DA EQUIPE DO DIARIO |
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Durante os anos 60, quando os jovens ingleses não encontravam o que usar nas lojas Biba ou Bazaar - os dois endereços mais descolados da época - recorriam sem qualquer pudor aos mercados de pulgas. A possibilidade da construir um look original com a aquisição de peças antigas transformou alguns brechós em pontos tão importantes quanto maisons famosas, como é o caso do Minha Vó Tinha, em São Paulo. No Recife, os itens de época viraram febre na década de 90, sumiram da praça nos últimos tempos e ressurgem nos guarda-roupas de estilistas e apaixonados pela história da moda. Confira o mapa e alguns segredos para garimpar preciosidades. "Preste bastante atenção no look que está montando. Para não ficar com cara de figurante em filme antigo, junto um tênis atual, acessórios da temporada à roupa conseguida nesses lugares", orienta o costume designer Paulo Ricardo.
O Dona Quitinha, no Pina, por exemplo, pode oferecer itens das mais diferentes épocas. "O segredo para conseguir uma roupa de grife com ótimo preço é estar sempre visitando um brechó", ensina a empresária Jucy Britto. Ela lembra que as mercadorias costumam chegar de três a quatro vezes por semana. "As melhores não passam dois dias na loja, porque muitos clientes fazem uma lista do que pode interessá-los, sendo avisados quando um produto tem a cara deles", completa. É raro, mas possível, topar com Prada, Dolce&Gabbana ou Reinaldo Lourenço no D.Quitinha, que pode ser considerado o brechó com a maior infra da cidade.
Um vestido de noite assinado por Lourdinha Noyama apareceu por lá custando R$ 95,00 - o normal seria uns R$ 700,00 - e um sobretudo de couro, R$ 100,00. As bijouterias e acessórios são típicos dos 60s e 40s. "Em ótimo estado", garante Jucy. Quem faz cinema ou já produziu figurino para peças de teatro sabe que o número 99 da Rua Princesa Isabel (Boa Vista, quase em frente ao Parque 13 de Maio), o Brechó da Neide, é a mais antiga das lojas de usados. "São mais de 20 anos trabalhando com guarda-roupa de época ou vestidos e calças quase atuais", explica a gerente Claudineide Cavalcanti. A placa na calçada chama a atenção do público. "Maiôs estão por R$ 1,00".
Levando uma conversa simpática com as funcionárias, você pode ser convidado a freqüentar os cômodos secretos, onde estão as roupas à espera de um trato (lavanderia e costureira) para figurar nas araras. Se você for craque em escavações, vale insistir no acesso à área restrita. No Brechó da Decoração,em Boa Viagem, além do acervo conseguido com as pessoas que aparecem na casa de esquina, perto da Feirinha, ou nas viagens de exploração por Campo Grande e Penedo, há roupas confeccionadas pelos donos. A grande vantagem desse endereço é poder customizar artigos em peles naturais, metal e couro. O diferencial do lugar é o serviço de personal stylist, que ajuda o cliente a montar o visual em festas ou adaptando os itens com uma leitura contemporânea. O forte dos acessórios são anos 70 e 80. Fone: 9129.6286
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