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Edição de Domingo, 18 de Dezembro de 2005 
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Cartas
Cartas
Correspondências para esta seção: Rua do Veiga, 600, Santo Amaro, Recife - 50040-110, Fax 2122-7544, e-mail: cartas@dpnet.com.br
INSS

  É lamentável o descumprimento por parte do INSS quanto aos prazos dado pelas Varas Previdenciárias da Justiça Federal. Cito o exemplo de meu irmão com grave problema cardíaco que teve seu processo de nº 2002.83.13.009152 - julgado pela 14ª Vara, onde a Juíza remete no dia 25/11/2004, ao Posto do INSS que funciona na própria sede da Justiça Federal, para que no prazo de 60 dias proceda a revisão de Benefício, após mais de 180 dias retornou sem a devida revisão, tendo a juíza fazer retornar ao devido posto para cumprimento da obrigação de fazer à determinação judicial em 13/06/2005, dando um prazo de 30 dias mas até agora nada da resposta do INSS, que falta de respeito à Justiça Federal! Hamilton Felix - Recife

Impostos indiretos

  Recentemente, a Prefeitura do Recife anunciou a instalação de mais 10 lombadas eletrônica na Região Metropolitana. Pois bem, nos últimos anos a administração pública, impotente para gerir o erário, utiliza-se da saga para penalisar os seus cidadãos em forma de multa. A meu ver, trata-se de arrecadação disfarçada de impostos indiretos, quando deveria obedecer critérios técnico-jurídico-econômico para alcançar, assim, o seu objetivo. Não é o que acontece. Engraçado é que não aparece sequer uma entidade de classe ou órgão público que queira intervir no caso. Afinal, para que servem o Ministério Público, o TCE e órgãos afins? Acorda poder público. Carlos Siqueira - Monteiro

Falta d'agua

  Nunca se viu, fora de período de grande seca e racionamento, uma falta de água tão grande como agora, mesmo com as barragens cheias do líquido precioso; em Boa Viagem, após a Rua Barão de Souza Leão, sentido Piedade, Setúbal, a água chega sem pressão, não tendo força par subir pela mangueira, os jardins estão secos; os próprios funcionários de escavação da compesa comentam, que se trata de uma estrategia para que as empresas que vendem água, os carros pipas, sejam sempre solicitadas pelos condomínios do bairro! é um absurdo, o que a compesa faz com os cidadãos pernambucanos que pagam suas contas, muitas vezes com valores altos e inexplicáveis; a água que deveria chegar com força total ao bairro ou está sendo propositadamente diminuída para alegria daquelas empresas, num conchavo político bisonho, ou está sendo desviada para longe, não alcançando a finalidade: chegar às casas dos moradores pagantes, e piorou muito depois da obra do novo aeroporto, onde grandes tubulações foram acrescentadas levando água para o local e diminuindo da vizinhança! Henrique Matos - Recife

Água nas torneira

  A população de Boa Viagem está se sentindo lesada pela Compesa devido a falta de pressão em que a água tem chegado às torneiras, não se tendo condições sequer de colocar água o jardim, pois o líquido não sobe pela mangueira de tão fraca que chega! isso está acontecendo há meses, sem que a Compesa regularize a situação, principalmente na área de Setúbal, após a Rua Barão de Souza Leão; Ruas: Capitão Zuzinha, José Paraíso, Eládio Ramos, Sá e Souza, etc, nelas os moradores se queixam da falta de água e pressão. às vezes, quando se consegue um pouco mais do fluxo de água, já deu 10 horas da noite, e ninguém tem condições de esperar a água chegar. Flávia Silva - Recife


Eu e o DIARIO

Ajax Pereira

"E o Domingo, com suas inclinações suicidas, jogou-se para morte da Torre do Diario de Pernambuco. Domingo que se queria carne, febre; que buscava, em sua inquietude, permanecer para sempre, rubro, no calendário exposto na estante".

  Como nos versos citados - de Mauro Mota, sempre tive uma relação cardíaca com o Diario. Sabedor da sua importância como veículo histórico de informação e luta em prol da democracia, não foi essa a perspectiva que mais me fez abraçá-lo como a um irmão.

  Ao contrário de tantos, a sensação que tenho, de extrema gratidão, é de um amigo que consegue me nortear nos momentos mais difíceis, um instrumento que, infenso ao efêmero, - 0 fugace -, ainda no dizer de Mauro Mota, tem o condão de capturar o tempo, dominá-lo, fazer com que as grandes e pequenas coisas (se é que existem), jamais se esgotem, mas permaneçam incólumes, vivas em nossos corpos e nossas mentes.

  Minha relação com o Diario é a mesma que tenho com um Recife que foi meu e já não é mais. Recife dos Bairros da Boa Vista, de São José, do Pina; de Capiba, de Nelson, de Tará, do poeta (vestido de modéstia) Alírio Moraes; do doce japonês, do alfenim, dos boêmios, da velha zona, das corridas de cavalo, das regatas e das revoltas.

  O Diario me emociona, também, porque matou a sede jornalística do meu pai (Caio Pereira) quanto a revolução de 30 incêndio o Jornal do Comércio. Ele dizia que o cheiro da tinta do jornal viciava mais do que o fumo. O jornal da "Pracinha" abriu-lhe as portas.

  Recife que, enfim, como o Diario, não se deixa e jamais deixará prender-se por imposições ou mediocridades, vocacionado que está para, como disse o poeta Antônio Botelho: "cintilar, mesmo que sozinho, num céu sem privilégios".

l Envie-nos sua história com o DIARIO com no máximo 20 linhas e uma foto aos contatos acima.


Frases

"É dever do Estado evitar qualquer tipo de agressão contra o preso, ou até mesmo coibir a possibilidade de suicídio".
Fernando Matos, coordenador estadual de Defesa dos Direitos Humanos.

"Ele tem um relacionamento forte com a cidade do Rio. A posse dele é a nossa".
César Maia, prefeito do Rio, falando sobre a posse de Marcos Vinícios Vilaça na Academia Brasileira de Letras.

"Não há por que evitar essa definição".
Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, cobrando o prazo para o fim das exportações subvencionadas.

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